Tudo sobre apendicite: o que é, causas, sintomas e tratamento

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Com certeza você ou alguém que você conhece já sofreu de apendicite e precisou passar por uma cirurgia com o objetivo de remover o apêndice inflamado. 

E se você tem curiosidade em saber mais sobre esse problema que atinge um grande número de pessoas, das mais variadas faixas etárias, não deixe de ler este nosso novo artigo. Aqui, você vai saber mais sobre apendicite: o que é, suas causas, sintomas e tratamento. Acompanhe! 

O que é apendicite e quais as suas causas

Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão linfático localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso. Na maioria dos casos, o problema ocorre por obstrução da luz dessa pequena saliência do ceco pela retenção de materiais diversos com restos fecais.

Ela é mais frequente entre 20 e 30 anos e  pode ser extremamente grave. Assim, em caso de dor forte e localizada do lado direito na parte baixa do abdômen, procure ajuda imediatamente, pois a apendicite pode evoluir rapidamente e levar o paciente à morte se não for tratada a tempo.

Como forma de prevenção da apendicite, algumas pessoas costumam evitar algumas frutas e legumes com caroços e sementes, como uva, jabuticaba, tomate, pimentão, pepino e quiabo. No entanto, não existe nenhuma comprovação científica de que os caroços provocam apendicite. 

Por outro lado, o consumo de alimentos ricos em fibras é uma maneira de reduzir os riscos de apendicite, já que as fibras facilitam o trânsito intestinal e diminuem a incidência de obstrução do órgão. Outro boa ideia é tomar bastante água para ajudar a manter o fluxo digestivo.

Sintomas da apendicite  

O sintoma principal é a falta de apetite. Porém, como se trata de algo comum em qualquer quadro infeccioso, é importante observar outros sintomas como: 

  • Dor abdominal, do lado direito e na parte baixa do abdômen;
  • Febre;
  • Fraqueza, 
  • Náuseas e vômitos; e
  • Apatia.

Assim, caso você perceba esses sintomas, é importante não se automedicar e procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico da apendicite 

O diagnóstico pode não ser rápido, pois os sintomas podem ser facilmente confundidos com outros problemas como gastrite, problema na vesícula biliar, infecção intestinal, vesical e urinária etc. Assim, o diagnóstico é realizado com base na história do paciente e na palpação do abdômen, ultrassom e tomografia. 

Uma vez confirmado o quadro, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia o mais depressa possível para evitar complicações graves, como a peritonite, que é a inflamação da mucosa que reveste toda a cavidade abdominal.

O tratamento da apendicite 

O tratamento da apendicite é cirúrgico e só excepcionalmente o tratamento clínico é introduzido antes da cirurgia. Já falamos aqui no blog sobre a cirurgia de apendicite, mas não custa nada relembrar. Afinal, trata-se de uma cirurgia de urgência, que poderá ser necessária para cerca de 5 a 10% da população mundial em algum momento da vida. 

A apendicectomia, como é chamada a cirurgia de apendicite, consiste na retirada do apêndice inflamado e pode ser realizada aberta ou laparotômica, de acordo com o estágio e gravidade da doença.

A cirurgia laparoscópica consiste em três incisões menores que 1 cm no abdômen do paciente, onde são introduzidos uma pequena câmera e os instrumentos cirúrgicos. Nesse caso, por ser pouco invasiva, a recuperação é rápida e as cicatrizes são bem discretas. No geral, em cerca de 15 dias o paciente já pode voltar às suas atividades normais.

Já na cirurgia de apendicite aberta, o corte é de aproximadamente 5 cm no lado direito do abdômen e há a necessidade de uma maior manipulação na região. Por esse motivo, a sua recuperação é mais lenta e o paciente pode ficar com uma cicatriz visível. Porém, não importa o tipo de cirurgia, a anestesia geral será sempre utilizada. 

Os cuidados pré e pós-operatórios

Como a cirurgia é feita em caráter de urgência,  os cuidados pré-operatórios consistem em estabilizar o paciente, mantê-lo em jejum, realizar a hidratação venosa e a antibioticoterapia precoce para evitar complicações. 

Geralmente, cerca de 12 horas depois do procedimento cirúrgico o paciente já pode se  levantar e realizar alguns movimentos e, em duas a três semanas, o paciente normalmente já está recuperado. Porém, no caso da cirurgia de apendicite por laparoscopia, a recuperação é ainda mais rápida, devido à menor incisão do corte. 

Mas claro, independente do método utilizado pelo médico, o paciente deve seguir as orientações médicas e evitar esforço físico exaustivo. E, caso tenha sintomas como vômitos descontrolados, fortes dores abdominais, febre, tontura, pus na cicatriz, deve procurar ajuda médica imediatamente. 

Gostou? Então continue acompanhando nosso blog, temos sempre muitas informações e dicas de saúde e bem-estar.

Fonte: Drauzio Varella 

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