Tratamentos para melanoma: quais são as opções para cada estágio?

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Às vezes o sinal que parece ser somente uma pinta, pode ser o tão temido melanoma. Esse é um dos nomes dados ao câncer de pele que se apresentam como as inofensivas “pintas”. Em geral, o melanoma são pontos irregulares, com volume e coloração escura.

No Brasil, são mais de 150 mil casos desse tipo cancerígeno ao ano. Por muitas das vezes passarem despercebido, o melanoma é o câncer mais agressivo entre todos os outros.

Os tratamentos do melanoma são realizados de acordo com os estágios da doença, local do tumor e  estado geral de saúde do paciente. Ao todo são 5 estágios. Para descobrir o tratamento em cada um deles, é só continuar a leitura do artigo.

Estágio 0

É considerado melanoma estágio zero quando o câncer de pele está somente na superfície da epiderme. Ele também é chamado de melanoma in situ.

De início, é prescrito para o paciente a remoção do sinal através de cirurgia (excisão ampla). Ao coletarem o melanoma, o médico responsável vai verificar se existe a presença de células cancerígenas na borda desse mesmo sinal.

Se for constatado que sim, o cirurgião faz uma nova remoção, até confirmar de que não tem nenhuma célula com câncer. Esse procedimento garante que nenhum tecido cancerígeno fique para trás. 

Existem médicos que podem recomendar radioterapia e a excisão cirúrgica para o combate no estágio zero, mas não é uma escolha comum. Para melanomas localizados em áreas sensíveis do rosto pode ser realizada a cirurgia de Mohs.

O que é a excisão cirúrgica?

 A excisão cirúrgica é sempre a primeira opção para a retirada do tumor, podendo depois ser combinada com outros tratamentos, como a radioterapia ou pomadas imunomoduladoras. 

O procedimento é recomendado para a retirada tanto de tumores benignos como malignos. O tempo de cirurgia varia de acordo com cada caso. Geralmente o paciente é anestesiado e a remoção é feita em centros cirúrgicos. 

O que é a radioterapia?

A radioterapia é um dos tratamentos para melanoma. Ele utiliza radiações ionizantes (semelhantes ao raio-X, por exemplo), de maneira direcionada, para destruir ou impedir que as células do tumor aumentem. Essas radiações não são visíveis e durante a aplicação o paciente não sente nada.

A maioria dos pacientes com câncer é tratada com radioterapia e os resultados costumam ser positivos. O tumor pode desaparecer e a doença ficar controlada ou curada. Em alguns casos, a radioterapia pode ser usada em conjunto com a quimioterapia.

O que é a cirurgia de Mohs?

A cirurgia de Mohs é o procedimento mais atual e refinado para os tratamentos de câncer de pele. O procedimento consiste na retirada do câncer da pele, camada por camada. Além da análise no microscópio de cada tecido recolhido, até que se obtenha a remoção completa do tumor.

Como as margens das camadas são checadas, a cirurgia de Mohs tem o nível de precisão e acerto em 98%. Depois da remoção das camadas de pele, é realizada a reconstrução da ferida para facilitar a cicatrização.

Estágio 1

No estágio 1 o câncer de pele pode ser confundido com o estágio zero, o que diferencia é a espessura de somente 1 ml, quais foram os tecidos atingidos e a quantidade de sinais cancerígenos. 

Nesses casos de estágio um é recomendado o tratamento por excisão cirúrgica ampla. Se o médico identificar possível contaminação dos gânglios linfáticos, também é indicado a biópsia do linfonodo sentinela.

Se a biópsia for positiva, o paciente é classificado como Estágio 3, do câncer de pele.

O que é a biópsia do linfonodo sentinela?

A biópsia do linfonodo sentinela é a análise detalhada dos gânglios linfáticos, responsáveis pela defesa do corpo humano. 

Os gânglios são o conjunto de linfonodos, em geral os gânglios são formados por 30 a 40 linfonodos. Eles podem estar situados nas axilas, pescoço e virilhas.

Em vez do cirurgião analisar os 40 linfonodos presentes nos gânglios, o profissional se atenta a somente um geral, que drena todos os demais, esse é o linfonodo sentinela.

A partir daí, é feita a extração desse sentinela, para o estudo microscópico sobre a produção de anticorpos contra células cancerígenas.

 Caso sejam diagnosticadas células com câncer no linfonodo sentinela, significa que a doença se espalhou para os linfonodos regionais, e outros linfonodos da região estarão potencialmente comprometidos. Ou seja, mais produção de melanomas.

Estágio 2

Um tumor neste estágio tem mais de 1 milímetro e pode ou não apresentar ulcerações, sendo identificado como primário, sem metástase. É importante relembrar que a metástase é a capacidade da célula cancerígena se espalhar em outros tecidos e órgãos de maneira rápida.

No quesito tratamentos para o melanoma, a excisão ampla permanece como o procedimento padrão. A biópsia também é recomendada, em caso de diagnóstico positivo do linfonodo sentinela, como falamos anteriormente, o paciente também passa a ser classificado como estágio 3.

Melanomas com mais de 4 milímetros de espessura oferecem risco maior de disseminação, e por isso os médicos podem indicar tratamentos complementares, como quimio ou radioterapia.

O que é a quimioterapia?

Quimioterapia também é um dos tratamentos para melanoma. Este utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor.

 Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

Pela medicação ser muito forte, o paciente acaba perdendo os pelos do corpo. Existem pessoas que também emagrecem durante o procedimento.

Estágio 3

No estágio 3, o melanoma tem espessura variável, com ou sem ulcerações, e já se espalhou para outras regiões. Sejam gânglios linfáticos ou tecidos e órgãos ao redor de onde surgiu.

Essa fase reúne tanto os pacientes com prognósticos favoráveis, ou seja, que vão combater a doença, quanto aqueles que encaram um quadro mais grave.

O tratamento oficial também consiste da excisão ampla e a biópsia. No entanto, para ajudar a recuperação, também é prescrito o uso de imunoterápicos ou drogas alvo, para evitar recidiva da doença.

A quimioterapia e a perfuração de órgãos contaminados, para a remoção das células cancerígenas, também são recomendadas.

Estágio 4

Já no estágio 4, o melanoma está na sua versão mais avançada e já se espalhou para outros órgãos do corpo, como fígado, pulmões e cérebro, bem como para regiões da pele mais distantes do tumor primário.

A escolha do tratamento vai depender da gravidade do caso, e condição de saúde do paciente. Deve ser escolhido procedimentos que retardem o avanço da doença, mas que ainda sim permita a qualidade e prolongamento da vida.

Em geral, são selecionados a quimio ou radioterapia, imunoterapia ou terapia alvo. A remoção cirúrgica é recomendada somente para as metástases que provocam sintomas no paciente, como febre e sangramentos.

O que é a imunoterapia?

A imunoterapia é um tratamento que altera o sistema imunológico de um paciente através de proteínas sintetizadas em laboratório.

O procedimento também potencializa a força do sistema imunológico para que este identifique e ataque as células cancerosas.

O que é a terapia alvo?

A terapia-alvo é uma modalidade de tratamento do câncer mais precisa, que busca atingir a célula maligna a partir da mutação, mecanismo celular que lhe deu origem. 

O objetivo do procedimento é acertar e destruir os alvos moleculares, ou seja, proteínas e outros materiais que são importantes para o funcionamento de certos tipos de células cancerígenas. 

A introdução da terapia-alvo no corpo do paciente acontece por via oral, com os comprimidos , ou medicações injetadas de maneira intravenosa.  

Estágio 5: você sabe o que é um câncer em fase recidiva?

O paciente chega no estágio 5 da doença quando o câncer entra na fase recidiva. Essa fase é o momento em que o câncer já foi diagnosticado, mas depois de uma nova verificação, o tumor não é reconhecido. A condição pode significar o desaparecimento total do melanoma, ou a absorção temporária do tumor.

O câncer em recidiva pode aparecer no mesmo lugar, ou em regiões próximas. Infelizmente, não é possível prever as chances de um tumor sofrer o efeito de recidiva, mas segundo o Instituto INCA ,um câncer é mais difícil de tratar em casos de reaparecimento.

O tumor apresenta maior probabilidade de voltar se:

  • Tiver crescimento acelerado; e
  • Estiver disseminado para outras regiões.

Os tipos de recidivas são: recidiva local, regional e distante. Para cada tipo existem formas de alinhar os tratamentos para melanoma ideais. O médico oncologista é o profissional mais adequado para prescrever os procedimentos mais eficientes.

Geralmente recomenda-se a combinação de até 2 dos procedimentos apresentados acima:

  • quimioterapia;
  • radioterapia;
  • biópsia do linfonodo sentinela;
  • cirurgia de Mohs;
  • imunoterapia;
  • terapia alvo; e
  • excisão cirúrgica.

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