Tratamento para dermatite: saiba como cuidar de cada tipo!

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Pessoas que apresentam casos de coceira intensa, vermelhidão, descamação da pele ou bolhas, antes de descobrir o diagnóstico, sempre suspeitam de dermatite e buscam por um tratamento.

Essa inflamação cutânea não é contagiosa, mas é hereditária. Ou seja, caso exista algum parente que tenha dermatite, as chances de outro familiar manifestar a alergia é de 50%, segundo a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia.

Por ter diversas causas, a dermatite existe em diversas variações. Para a realização de um tratamento eficiente, é necessário que o paciente reconheça cada tipo e descubra quais os melhores cuidados, na hora de tratar a inflamação.

Conheça neste artigo os tipos de dermatite e saiba como tratar cada irritação!

Tipos de dermatite

Os tipos de dermatite são:

1. Dermatite atópica.

2. Dermatite seborreica.

3. Dermatite herpetiforme.

4. Dermatite ocre (ou de estase).

5. Dermatite alérgica (ou de contato).

6. Dermatite esfoliativa (ou eritrodermia).

7. Dermatite perioral.

8. Dermatite numular

Dermatite atópica

A dermatite atópica é uma das mais comuns entre os pacientes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia, 20% dos brasileiros apresentam diagnóstico positivo para esse tipo de irritação cutânea.

Essa inflamação provoca o surgimento de micro bolhas vermelhas ou acinzentadas, que coçam e ardem intensamente.

As regiões de dobras do corpo correm o risco de sofrer descamação da pele. Essas regiões são: parte de trás de joelhos, pescoço, parte interna do cotovelo, virilha, pulsos e tornozelos.

Em situações mais graves, a dermatite atópica pode vir acompanhada com um quadro de asma ou rinite alérgica.

Por ser uma alergia crônica, a dermatite atópica não tem cura. As crises cutâneas podem durar alguns dias, ficar inativa por um tempo, e voltar com um novo quadro de inflamação.

A alergia a mofo, ácaros ou animais; contato com materiais ásperos e sintéticos; exposição a fragrâncias ou corantes, além de sabonetes, detergentes e produtos de limpeza em geral, são exemplos de agentes causadores da dermatite atópica.

Tratamento para dermatite atópica

  1. Descubra o que provoca a irritação cutânea no paciente e se mantenha distante.
  2. Hidrate a pele com regularidade. Use loções sem fragrância.
  3. Opte por roupas de algodão.
  4. Tome banhos frios ou mornos por um tempo curto.
  5. Escolha produtos de higiene sem fragrância, corante e álcool.

Se a crise de coceira estiver insuportável, procure um médico e relate a intensidade da inflamação. O profissional da saúde provavelmente vai receitar um medicamento histamínico, para acalmar a pele.

Dependendo do quadro, o uso de corticoides, imunossupressores e antibióticos pode ser recomendado.

ATENÇÃO: Evite esfregar a região irritada com as unhas ou a mão. A sujeira dessas superfícies pode provocar um caso de infecção.

Dermatite seborreica

Só no Brasil existem 2 milhões de pessoas por ano apresentando diagnóstico de dermatite seborreica. Essa também é uma alergia comum, principalmente entre os homens e recém nascido de todos os sexos.

A alergia acontece nas regiões oleosas da pele, devido às glândulas seborreicas. Couro cabelo, os cantinhos do nariz, barba, sobrancelha, parte de trás das orelhas, parte externa do tórax e pálpebras são as áreas afetadas.

Quando em crise, o paciente sente um pinicamento intenso e a derme começa a descamar, em partículas finas e minúsculas.

Ainda não se sabe o motivo da dermatite seborreica, mas acreditam que a alergia acontece devido ao fungo Malassezia, presente na secreção das glândulas seborreicas.

 A dermatite é uma resposta do sistema imunológico contra o fungo.

Tratamento para dermatite seborreica

A dermatite seborreica é crônica, portanto não existe cura. O ideal é prevenir os episódios de crise.

  1. Tome banho com água fria (a água quente aumenta a oleosidade da pele).
  2. Opte por shampoo, condicionador e sabonetes antifúngicos.
  3. Use roupas que facilitem a transpiração.
  4. Não utilize cremes para pentear o cabelo, ou loções de longa durabilidade sobre a pele.

Não deixe de consultar um médico para confirmar o diagnóstico. Dependendo da intensidade da crise, o profissional da saúde pode recomendar o uso de antifúngicos via oral ou corticoides.

Dermatite herpetiforme

É um exemplo de casos raros de dermatite. No Brasil, existem menos de 150 mil habitantes com o diagnóstico para a herpetiforme. A exata causa ainda não é conhecida. O que se sabe é que essa inflamação é resultado da ao glúten.

A dermatite herpetiforme é autoimune. Ou seja, o próprio organismo do paciente ataca as células saudáveis da epiderme. Os sintomas são o surgimento de bolhas pequenas, finas e assimétricas na superfície cutânea, sensação de ardência, coceira e vermelhidão.

As bolinhas de dermatite herpetiforme podem ser confundidas com a irritação provocada pela herpes. Por isso, a importância do atendimento médico na hora de definir o diagnóstico e tratamento.

Junto com as bolhas avermelhadas, é comum o surgimento de feridas, devido às vezes que o paciente coça a região. Couro cabeludo, bumbum, cotovelos, joelhos e as costas são as regiões que apresentam a dermatite herpetiforme.

A inflamação geralmente aparece de forma simétrica, ou seja, nos dois os cotovelos ao mesmo tempo, por exemplo.

Tratamento para dermatite herpetiforme

Como não existe cura, a melhor maneira é buscar a prevenção, então:

  1. Comece uma alimentação livre de glúten (elimine o trigo, a cevada e a aveia das refeições).
  2. Tome banho frio.
  3. Evite coçar as regiões quando perceber suposto quadro de crise alérgica.
  4. Consulte um médico.

Por ser um caso raro, a dermatite herpetiforme precisa ser acompanhada de perto. O profissional da saúde vai pedir uma biópsia da pele em ataque alérgico para prescrever o melhor tratamento.

Dermatite ocre ou de estase

A dermatite ocre é a consequência do acúmulo de líquidos nos membros inferiores. Pessoas que sofrem com varizes e má circulação são as principais vítimas dessa inflamação.

A longo prazo, com a pressão na região em que o líquido está acumulado, o sangue pode extravasar e entrar em contato com a pele do portador de varizes. O ferro, contido no fluido sanguíneo, mancha a derme e provoca pinicamento.

Pessoas que sofrem com a dermatite ocre apresentam escurecimento nas pernas. A coloração dos membros pode variar para marrom, roxa ou preto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), mais de 38% da população sofre com problemas de varizes. As mulheres lideram o número de casos para esse problema venoso.

A dermatite ocre, portanto, é uma das alergias mais comuns entre os pacientes. Ao ano são mais de 2 milhões de diagnósticos positivos para o ocre. 

Tratamento para dermatite ocre

Quem apresentar o quadro de inflamação precisa procurar o atendimento de um cirurgião vascular. O profissional vai analisar a intensidade das varizes, além de agendar a remoção, caso seja preciso.

A reversão das manchas escuras na pele não é uma tarefa fácil. Mesmo após a obstrução dos vasos sanguíneos entupidos, a coloração escura pode continuar. Em compensação, o pinicamento desaparece.

O uso de meias de compreensão preventivas podem diminuir as chances de varizes, logo a dermatite ocre também.

ATENÇÃO: Caso você já tenha varizes, use as meias recomendadas pelo seu médico. Se você quer se prevenir e não correr o risco de desenvolver o problema venoso, opte pelas meias de baixa compressão.

Dermatite alérgica ou de contato

A dermatite alérgica é uma reação inflamatória da pele após o contato direto do paciente com substâncias e produtos. Vermelhidão, coceira intensa e bolhas são os sintomas principais dessa alergia.

A pessoa que tem um diagnóstico positivo para a dermatite de contato pode ter adquirido de forma hereditária, ou desenvolvido a intolerância durante alguma fase da vida.

As crises, geralmente, são restritas à região da pele que teve contato com o produto alérgeno. Sabonetes, esmaltes, perfumes, cremes, solventes, detergentes, pólen, poeira, corante alimentício são alguns dos exemplos de substâncias agressoras.

Esse é o tipo de dermatite mais conhecido dentre todos os tipos. É comum que os quadros de irritação sejam rápidos e desapareçam repentinamente.

Tratamento para dermatite de contato

Assim como as demais, essa dermatite não tem cura. A melhor opção é prevenir as crises, então:

  1. Descubra qual produto ou alimento está te causando alergia e se afaste.
  2. Tome banhos curtos, com água fria e use sabonete próprio para dermatite.
  3. Se a pele estiver muito irritada, faça compressas úmidas, secativas ou antissépticas.
  4. Hidrate a pele com loções neutras, sem álcool.

Em caso de crises muito intensas, procure o diagnóstico de um profissional da saúde. O médico provavelmente vai receitar antialérgicos e corticoides para diminuir a coceira e acalmar a pele.

Dermatite esfoliativa ou eritrodermia

A dermatite esfoliativa é a inflamação da pele em grandes regiões do corpo como: barriga, costas, braços, mãos, pés e pernas.

Em geral, essa alergia acontece em pacientes portadores de problemas crônicos de pele. O uso excessivo de medicamentos que contém penicilina e fenitoína também podem provocar a dermatite esfoliativa.

Essa doença é grave por deixar o corpo vulnerável a outras infecções. Como a pele do paciente fica severamente comprometida, microorganismos conseguem invadir essa barreira com facilidade.

Os principais sintomas da dermatite esfoliativa são:

  • Vermelhidão e irritação da pele;
  • Formação de crostas na pele;
  • Perda de fios nos locais afetados;
  • Febre acima de 38 °C e calafrios;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos;
  • Sensação de frio devido à perda de calor nas zonas afetadas.

Tratamento para dermatite esfoliativa

A dermatite esfoliativa tem cura e o seu tratamento deve ser feito em um hospital, durante o internamento. Após perceber os primeiros sintomas, é necessário que o paciente procure o atendimento médico com urgência.

O tratamento hospitalar, em geral, é com medicação direto na veia e dura no mínimo 3 dias. O médico pode prescrever cremes com antibióticos e corticoides, além de uma dieta rica em proteína para ajudar na recuperação.

Dermatite perioral

Ainda não se sabe a causa da dermatite perioral. Por ano, são 150 mil diagnósticos dessa alergia no Brasil. As mulheres, na faixa entre 15 e 45 anos, representam a maioria dos casos.

A região do rosto é a única afetada pela doença. O redor da boca e do nariz concentram o ressecamento e bolhas, que podem conter secreção.

Os pacientes que apresentam dermatite perioral, geralmente, fazem uso indevido e indiscriminado de corticosteroides tópicos ou inalatórios.

No entanto, o uso de cremes e cosméticos, de filtros solares, de pastas de dentes fluoradas; a falta de higiene; de mudanças hormonais ou do uso de contraceptivos orais, também podem provocar quadros dessa alergia.

Além da vermelhidão e bolhas com secreção, o paciente também sofre com coceira e escurecimento da região afetada.

Tratamento para dermatite perioral

Como a causa é desconhecida, o paciente precisa consultar um médico para ter um diagnóstico seguro. Algumas dicas para o tratamento são:

  1. Gradualmente, pare o uso de cremes com corticosteroides.
  2. Evite o uso de sabonetes quimicamente agressivos e cosméticos.
  3. Faça compressas frias com chá de camomila gelado, água boricada ou água termal.
  4. Utilize protetor solar com toque seco, sem álcool.

O profissional da saúde também pode recomendar medicação de via oral como antialérgicos ou o uso de imunomoduladores tópicos.

Dermatite numular

A dermatite numular é mais comum em adultos e idosos, na faixa etária dos 40 e 50 anos. No entanto, crianças também podem apresentar o diagnóstico. No Brasil, existem 150 mil casos dessa dermatite ao ano.

Os sintomas principais são: bolas vermelhas do tamanho de uma moeda, coceira intensa e descamação. Em alguns casos essas bolas podem conter secreção e gerar cascas.

As pernas, antebraço, palma das mãos e dorso dos pés são as regiões afetadas pela doença. Devido ao ressecamento mais intenso da pele, é no inverno que essa alergia costuma aparecer.

Os banhos quentes, clima seco ou frio excessivo também ajudam a provocar a dermatite numular.

Tratamento para dermatite numular

Para garantir um diagnóstico seguro, se consulte com um médico dermatologista. Para prevenir o surgimento da dermatite numular, as dicas são:

  1. Evite banhos quentes e demorados.
  2. Durante o inverno, e qualquer fase do ano, hidrate a pele com loções.
  3. Beba bastante água, para manter a pele hidratada.
  4. Se a pele estiver muito machucada, proteja a região com curativos adequados.

Se a alergia continuar, o profissional da saúde pode recomendar loções com antibióticos ou corticoides, além do uso de histamínicos via oral.

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