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Quais são os tipos de cirurgia bariátrica?

Por |2020-05-22T14:27:53-03:0024/05/2020|Cuidados com a saúde, Qualidade de Vida|0 Comentários

A cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, é uma cirurgia que altera o sistema digestivo com o intuito de diminuir a quantidade de comida tolerada pelo estômago ou para modificar o processo natural da digestão.

Esse procedimento facilita a perda de peso ao contribuir para uma grande redução da quantidade de calorias absorvidas pelo organismo, diminuindo a produção do hormônio que dá fome e aumentando a produção do hormônio que dá a sensação de saciedade.

Nesse texto, vamos entender um pouco mais sobre esse procedimento e conhecer os tipos de cirurgia bariátrica.

Como a bariátrica atua na produção dos hormônios?

O hormônio que manda para o cérebro a mensagem de que sentimos fome se chama grelina. Ele é produzido no estômago, especialmente antes das refeições, diminuindo quando você termina de comer.

Já o hormônio que traz aquela sensação de saciedade se chama leptina. Ele é produzido pelas células adiposas (gordura) e notifica ao cérebro quando você já comeu o suficiente, ou seja, quando há gordura o suficiente para dar energia que o seu organismo precisa.

Ao diminuir a grelina, você sente menos fome e, ao aumentar a leptina, você se sente saciado com mais facilidade. Com isso, a cirurgia bariátrica se tornou uma das melhores opções para quem sofre com obesidade e sobrepeso.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

Antes de falarmos sobre os procedimentos, vamos explicar em que situações a cirurgia bariátrica é indicada. A primeira coisa a se considerar é se a pessoa já tentou outras formas para emagrecer.

Caso o paciente não tenha conseguido emagrecer de outras formas ou quando o excesso de peso coloca a vida dele em risco, a cirurgia de redução do estômago começa a ser cogitada como uma melhor opção.

Saiba mais: Importância da fisioterapia respiratória antes da cirurgia bariátrica

O Ministério da Saúde do Brasil só indica esse tipo de cirurgia para pessoas com idade entre 16 e 65 anos com IMC igual ou superior a 35 kg/m² nos casos de presença de doenças de risco cardiovascular elevado.

Pessoas com IMC igual ou superior a 40 kg/m² e sem perda de peso mesmo com acompanhamento médico e nutricional comprovado por, pelo menos, 2 anos e pessoas com IMC igual ou superior a 50 kg/m² sem restrições também podem fazer.

Quem não pode fazer a cirurgia bariátrica?

Apesar dos inúmeros benefícios dessa cirurgia além da perda de peso, como a melhoria e a cura de doenças associadas à obesidade, há alguns casos que a redução do estômago não é indicada pelo Ministério da Saúde do Brasil. São elas:

  • pessoas com transtorno psiquiátrico não controlado;
  • usuários de drogas e bebidas alcoólicas;
  • pessoas com doença cardíaca ou pulmonar grave e descompensada;
  • hipertensos portais com varizes esofágicas;
  • pessoas com doenças inflamatórias do trato digestivo alto; e
  • portadores da síndrome de Cushing por câncer.

Como é feita e quais são os tipos de cirurgia bariátrica?

Existem quatro tipos de cirurgias bariátricas aprovadas no Brasil (além do balão gástrico, que não é cirúrgico): o Bypass gástrico, a banda gástrica ajustável, a gastrectomia vertical e a derivação bileopancreática. Vamos falar um pouco sobre cada um deles agora.

Bypass gástrico

Conhecido também como gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”, o bypass gástrico reduz entre 40% e 45% do peso inicial do paciente. Esse tipo de cirurgia corresponde a 75% das cirurgias realizadas no Brasil.

Nesse procedimento, parte do estômago é grampeado, diminuindo o espaço para os alimentos, e um desvio intestinal é feito. É com o bypass gástrico que os hormônios da fome diminuem e os da saciedade aumentam, como falamos anteriormente no post.

Banda gástrica ajustável

Esse tipo de cirurgia representa 5% das cirurgias bariátricas feitas no Brasil e reduz entre 20% e 30% do peso inicial do paciente. No entanto, ao contrário do bypass gástrico, a banda gástrica ajustável não promove mudanças nas produções de hormônios.

Além de contribuir para o tratamento da diabetes, nesse procedimento (que pode ser reversível) é instalado um anel de silicone inflável ao redor do estômago que torna possível o controle do esvaziamento do órgão ao apertá-lo um pouco.

Gastrectomia vertical

Esse procedimento é novo e traz uma boa eficácia no controle da hipertensão e dos níveis de colesterol e triglicérides, além da redução do hormônio da fome e da permanência da absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B.

Nessa cirurgia o estômago é transformado em um tubo de 80 a 100 ml ao retirar cerca de 70% a 85% do estômago do paciente. Caso não funcione, ela pode ser transformada em bypass gástrico ou derivação bileopancreáticas, mas não é reversível.

Derivação bileopancreáticas

Correspondendo a 5% dos procedimentos feitos no Brasil, a derivação bileopancreática é uma associação da gastrectomia vertical com o desvio intestinal. Esse desvio diminui a absorção dos nutrientes, proporcionando o emagrecimento.

Nessa cirurgia, a anatomia básica e a fisiologia de esvaziamento do estômago são mantidas, porém 85% do estômago é retirado, promovendo a perda de 40% a 50% do peso inicial do paciente.

Balão intragástrico (Terapia auxiliar)

O balão intragástrico é um implante de prótese de silicone feito através da endoscopia. Ele tem como objetivo diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. É indicado para pessoas com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com IMC igual ou superior a 50 kg/m².

O procedimento, como falamos, não é cirúrgico. O paciente deve ficar com o balão, que é enchido com meio litro de líquido azul de metileno, por um período médio de seis meses. Em caso de vazamento ou rompimento, o líquido poderá ser notado na urina pela cor azul.

Não deixe de consultar um médico!

Este post tem como intuito, apenas, levar informação para quem tem interesse no assunto. Em caso de maiores dúvidas sobre cirurgias bariátricas ou se você tem interesse em fazer um procedimento desses, consulte um médico (de preferência, um gastrocirurgião).

Agora que você já sabe quais são os principais tipos de cirurgia bariátrica, quer saber como funciona o repouso após a cirurgia? Confira nosso outro post sobre quanto tempo tem que ficar de repouso depois da cirurgia bariátrica. Boa leitura! 

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