Início>Cuidados com a saúde, Prevenção, Qualidade de Vida>O que é e quais são os sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas?

O que é e quais são os sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas?

A Síndrome das Pernas Inquietas, ou Síndrome de Ekbom, é uma doença neurológica que se caracteriza pela vontade irresistível de mover as pernas, fazendo com que o paciente fique mexendo-as involuntariamente.

Apesar do nome da síndrome dar destaque aos membros inferiores, os braços também podem ser afetados em casos mais graves. Esse ato de se movimentar sem querer é uma tentativa de aliviar algumas sensações incômodas nas pernas.

Os sintomas dessa síndrome costumam ser mais fortes no período da noite, fazendo com que o paciente tenha problemas para dormir e, consequentemente, passe o dia cansado, irritado e indisposto. Por isso, a Síndrome das Pernas Inquietas é conhecida como um distúrbio do sono.

Como acontece a Síndrome das Pernas Inquietas?

Apesar dos sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas serem mais fortes no período da noite, eles podem surgir em qualquer período do dia, mesmo que seja de forma mais leve. Basta o paciente estar em um estado de repouso, sentado ou deitado, que os incômodos podem surgir.

Essa síndrome, então, compromete a qualidade de vida do paciente pois se torna muito difícil fazer coisas como ir ao cinema, ao teatro, participar de uma reunião ou fazer uma viagem mais longa. Os incômodos que podem surgir nesses casos são descritos como:

  • formigamento;
  • coceira;
  • friagem;
  • dormência;
  • comichão;
  • dores;
  • agonia;
  • arrepios; e
  • pontadas.

A forma que o paciente encontra de aliviar esses sintomas é movimentando as pernas, seja sacudindo, batendo os pés, levantando e andando um pouco ou apenas esticando as pernas. Por isso, durante a noite, os movimentos ritmados acabam atrapalhando o paciente a dormir.

Quais são as causas da Síndrome das Pernas Inquietas?

A Síndrome das Pernas Inquietas pode surgir sem nenhuma causa aparente, mas costuma ser mais frequente em pessoas que já tem uma predisposição genética, podendo começar a qualquer idade, mas sendo mais comum em adultos, piorando com o envelhecimento.

A deficiência de dopamina e de ferro em áreas motoras do cérebro podem desencadear ou agravar os sintomas característicos desta síndrome. Cerca de 20% das gestantes (geralmente no último trimestre) e também de pessoas que fazem diálise devido a doença renal crônica (estágio 5) desenvolvem esse problema, tornando essas condições fatores de risco também.

Outras condições que podem influenciar incluem:

  • Doença de Parkinson;
  • Neuropatia periférica;
  • Artrite reumatoide;
  • Diabetes;
  • Hipotiroidismo;
  • Fibromialgia; e
  • Uso de alguns antidepressivos, neurolépticos, antieméticos antagonistas dopaminérgicos, anti-histamínicos sedativos, lítio e bloqueadores do canal de cálcio.

Outros fatores que possivelmente estão associados à Síndrome das Pernas Inquietas são tabagismo, consumo de cafeína, consumo de álcool, índice de massa corpórea alto, sedentarismo e baixo nível socioeconômico.

Como saber se tenho esse diagnóstico?

O movimentar das pernas característicos da Síndrome das Pernas Inquietas pode ser confundido facilmente como uma manifestação da ansiedade, tics ou manias. Então, o que deve ser levado em consideração é se esses movimentos e desconfortos aparecem juntos dos sintomas que citamos acima.

O diagnóstico geralmente é clínico, em que é avaliado os sintomas descritos pelo paciente. Se as sensações e a forma de as aliviar baterem com as características dessa síndrome, alguns exames de sangue e testes de condução nervosa ou muscular pode ser pedido. Se o diagnóstico for confirmado, há formas de tratamento, porém ainda não há cura.

Tratamento para a Síndrome das Pernas Inquietas

O tratamento se resume em aliviar os sintomas da síndrome e será escolhido de acordo com o que desencadeou esse problema. Sendo assim, o tratamento pode envolver exercícios aeróbicos, técnicas de relaxamento, como ioga e meditação, ou, em casos mais graves, o uso de medicamentos.

Os medicamentos podem ser benzodiazepínicos (usados para o tratamento de ansiedade, ataque epilético e espasmos) ou remédios para o tratamento de Parkinson, que estimulam os receptores de dopamina no cérebro sem aumentar seu nível no sangue periférico.

Antes de qualquer coisa, procure um médico!

Ainda é necessário informar que você não deve se automedicar. Se você acha que está com algum problema que requer tratamento medicamentoso, consulte um especialista antes de tentar qualquer coisa!

Cada pessoa tem um organismo diferente e um histórico de saúde diferente, então os medicamentos, consequentemente, irão agir de formas diferentes. Consulte um médico e faça o tratamento ideal para você de acordo com a avaliação dele.

 

Deixar Um Comentário