II SIBLAMI apresenta a especialização de Terapia Intensiva para todo o Brasil

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Você já deve ter ouvido falar no termo UTI, certo? A Unidade de Terapia Intensiva é o setor hospitalar dedicado à oferta do SAV – Suporte Avançado de Vida – ao paciente agudamente enfermo. Seja por coronavírus ou qualquer outra condição, é ali que o paciente grave será internado e monitorado 24 horas, por equipes médicas inteiras.

Como a área intensiva demanda domínio técnico específico, para um atendimento mais eficiente nas UTIs é necessário se qualificar. No entanto, a especialização de Terapia Intensiva é recente e pouco comum no Brasil, apesar da alta demanda de médicos intensivistas por diversas regiões no país.

Na intenção de apresentar a especialização e capacitar os universitários interessados nos atendimentos da UTI, nos dia 31 de julho até 01 de agosto, mais de 60 Ligas de medicina brasileira se preparam para o II Simpósio Brasileiro das Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva (SIBLAMI). O evento é virtual e gratuito com as inscrições direto no site.

Ficou curioso? Quer entender melhor o Simpósio? É só continuar a leitura do texto!

“UM DIA NA UTI”: SIBLAMI 2021

Permitir que o estudante aprenda como é a vivência prática, das salas de terapia intensiva, é um dos objetivos do Siblami. Apesar do desafio de oferecer domínio técnico via digital, o aluno fundador do Simpósio, Gledson Lima Alves Junior (25), destaca a preocupação do evento de garantir aulas mais demonstrativas do passo a passo médico. 

Orientamos os palestrantes para escolher um caso clínico e explicar todo o raciocínio por trás das decisões médicas. Queremos saber como ele fez a monitorização do paciente, quais foram as drogas foram escolhidas, por que esses medicamentos. Em geral, as aulas são rápidas, para garantir um momento de até 15 minutos de troca entre os próprios palestrantes e os inscritos”, acrescenta Gledson.

Em 2020, o Siblami atingiu a marca de 5 mil inscritos e 25 mil visualizações no YouTube. Na sua primeira versão, o evento foi todo pensado para os alunos de medicina. Já em 2021, na intenção de capacitar toda a equipe multiprofissional que é preciso nas UTIs, o SIBLAMI também se preocupou em acolher outros cursos da saúde como fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia, psicologia, entre outros.

Para garantir a compreensão de quais os critérios de internação, alta e manuseio de pacientes adultos ou infantis, o SIBLAMI dividiu a grade do simpósio em duas etapas. Serão os mesmos temas dispostos a pensar tanto na perspectiva dos pacientes adultos como crianças.

Quais são os temas mais urgentes na especialização de Terapia Intensiva?

A Terapia Intensiva é uma especialidade relativamente nova, surgiu somente na segunda metade do século XX. Apesar da alta demanda de profissionais capacitados na qualificação, a especialização ainda não é uma realidade em todos os cursos de medicina, nem em todas as UTIs do Brasil.

Eventos como o Siblami aproximam as Universidades da realidade médica, e apresentam aos estudantes quais os níveis de exigências técnicas são pedidas nas UTIs. 

Para a estudante Juliana de Paula Avila (23), coordenadora de patrocínios do Siblami, ao invés de procedimentos refinados, nas salas de aula, ainda é preciso o amadurecimento de domínios técnico básicos para o manuseio dos pacientes em terapia intensiva.

Eu vejo que a gente tem grande dificuldade no manejo do paciente internado em uma UTI. Essa onda inesperada da Covid mostrou que precisamos entender os procedimentos básicos de uma terapia intensiva. Intubação, sedação, manejo do paciente crítico, isso tudo é de extrema importância para a sobrevivência do paciente. Detalhe: é preciso entender como fazer o básico em adultos e crianças”, destaca Juliana.

Por que a dificuldade da qualificação técnica básica em Terapia Intensiva?

De acordo com Gledson, o fato da terapia intensiva não ter um cadeira defendida pelo MEC, na formação dos estudantes de medicina, é um dos pontos que pode justificar as dificuldades de qualificação técnica do aluno.

É mais comum o estudante ter contato com a especialização de terapia intensiva em um rodízio de internato, ou em contato com as Ligas Acadêmicas. Em geral é muito pouco tempo, as vezes somente 4 semanas para aprender o básico do manejo simples, procedimento que não é fácil”, comenta Gledson.

O universitário sergipano também chama atenção para a disparidade de equipes médicas qualificadas para a terapia intensiva na região nordeste do Brasil. No setor público, o doente grave tende a ficar mais de 2 semanas em situação de internação. Já nos grandes centros, o paciente em mesma condição, consegue uma recuperação em menores dias.

A ampliação do estudo da especialidade, o número de especialistas, a qualificação da equipe multidisciplinar nas UTIS, tudo isso traz o respaldo de maneira impactante na recuperação do paciente“, acrescenta o aluno.

Como o SIBLAMI se prepara para oferecer maiores qualificações técnicas em Terapia Intensiva?

O fato de que a prática não pode ser substituída, já é uma ideia amadurecida dentro do SIBLAMI. No entanto, durante o ano de 2021, além das análises de casos clínicos, o simpósio também conta com a participação da 1º Olimpíadas Simulada. Essa novidade no evento é resultado de uma parceria entre o SIBLAMI e as empresas portuguesas CIVIAM e BODY INTERACT.

Durante a atividade, os participantes terão a oportunidade de expor suas próprias análises críticas, simulando situações hospitalares reais. A dinâmica conta com a participação de pacientes que irão responder via web em tempo real. A atividade será gratuita, com limite para no máximo 10 equipes que receberão certificados de colaboração. 

Apoio da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)

Outra novidade que enche os organizadores de orgulho é o apoio da Associação de Medicina Intensiva Brasileira no evento. Segundo Juliana e Gledson, a AMIB acolheu o Simpósio de braços abertos, oferecendo diversos apoios e recursos para a realização do evento.

Tanto a AMIB como o SIBLAMI têm a missão de popularizar a especialização de Terapia Intensiva entre os acadêmicos de medicina. Além de qualificar os profissionais da saúde que se interessem pelo tema de maneira geral.

Para quem é o SIBLAMI?

Segundo os organizadores do evento, o SIBLAMI é para os estudantes que já escolheram a terapia intensiva como especialidade, e aqueles que se interessam pelo tema mais ainda têm dúvidas.

Para ajudar a solucionar as incertezas sobre a especialização, Juliana e Gleidson aconselham os participantes a estarem atentos e dispostos a tirar todas as dúvidas. No intuito de garantir o esclarecimento dos participantes, no último dia, o evento já separou uma mesa preocupada em somente apresentar a especialização.

Acompanhar profissionais da área, entender quais são seus próprios planos de carreira e se filiar a Ligas referente a Terapia Intensiva são as outras dicas que completam a lista de conselhos dos universitários.

Por que Gledson e Juliana escolheram especialidade de Terapia Intensiva?

Eu gosto muito de cuidar de gente. Por mim eu cuidaria de criança até idoso. Foi na Terapia Intensiva que eu encontrei essa diversidade. Em geral, o que me fez gostar da especialização, foi assistir o cuidado com o paciente à beira leito. É ali que você esta com um doente grave, fazendo um tratamento contínuo dele até o desfecho final. É esse cuidado na UTI, que vai impactar na vida do outro quase que de maneira imediata”. conta Gledson.

Já para Juliana, o cuidado nos bastidores das salas de internação, com cada paciente, sensibilizou a jovem para a especialidade. A estudante já teve seu pai em situação de internação, ser uma das profissionais capazes de oferecer um atendimento qualificado e humanizado, como seu pai recebeu, é um dos motivos que incentivam a jovem a optar pela qualificação em UTI.

Quando você é filho do paciente você não vê todo esse cuidado por trás. Foi na minha primeira vez, em uma unidade de terapia intensiva, que eu presenciei essa atenção com paciente, seja em estado terminal ou não. Foi aí que eu acabei desfazendo aquele monstro que eu acreditava quando criança, e isso abriu meu olhos para especialização. A partir daí, eu fiquei encantada. Para completar eu ainda tenho professores que deixam a Terapia Intensiva ainda mais bonita”, complementa Juliana. 

Para você descobrir mais da terapia intensiva e aproveitar toda a programação do SIBLAMI, garanta a sua inscrição no site do evento, e siga o simpósio no Instagram. Gostou do post? Compartilhe com amigos e familiares nas redes sociais! 


 

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