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Entenda o que é ruptura muscular e quando isso acontece!

Por |2019-12-19T13:57:21-03:0002/07/2019|Cuidados com a saúde, Prevenção|0 Comentários

A ruptura muscular é uma lesão traumática no músculo, representada pelo rompimento de fibras do tecido. Como seu principal sintoma é a dor localizada, pode ser confundida com outras lesões, como a distensão ou mesmo a cãibra.

Neste post, você vai aprender como diferenciá-la e evitá-la, além de ficar por dentro dos principais cuidados após uma ruptura muscular. Acompanhe!

O que é ruptura muscular?

A ruptura muscular se caracteriza pela fissura nas fibras do tecido ou completo rompimento delas, de modo semelhante ao que acontece na ruptura de ligamento. A depender da quantidade de fibras afetadas, o problema é classificado em diferentes graus. Veja:

  • grau 1: até 10% das fibras são lesionadas;
  • grau 2: até 90% das fibras são lesionadas, mas não há comprometimento da estrutura da fáscia muscular (lâmina de tecido fibroso que envolve o músculo);
  • grau 3: ruptura completa da fáscia, de modo que haja comprometimento na junção entre músculo, tendões e ligamentos.

Por que ela acontece?

Os principais motivos que levam a uma ruptura nas fibras são o alongamento exagerado do músculo, o esforço repentino — que pode provocar uma tensão maior do que o tecido suporta de forma súbita — e a exaustão muscular após um esforço muito repetitivo.

Devido a isso, a ruptura muscular é mais comum entre atletas que praticam corrida e pulo. Além disso, o clima frio torna as fibras menos elásticas, sendo por isso que realizar esportes de inverno sem ter um bom condicionamento físico é um fator de risco.

Exercícios físicos praticados sem a devida preparação muscular são potencialmente perigosos nesse sentido. O ideal é alongar gradualmente os músculos para que eles estejam aquecidos no momento de serem tensionados.

Quais são os sintomas?

A dor intensa no local é o primeiro sinal de que houve um rasgo nas fibras. Dependendo do grau da ruptura, pode ocorrer uma inflamação no local, acompanhada de inchaço, vermelhidão e até mesmo hematomas, caso haja um sangramento interno.

A ruptura muscular não é necessariamente incapacitante. Uma lesão de grau 1 muitas vezes não impede que o músculo seja movimentado, mesmo que isso provoque grande desconforto. Já a ruptura de grau 3 pode impedir o movimento devido à dor mais intensa e à separação muscular.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da ruptura muscular é feito clinicamente, por meio da anamnese — questionamento médico. Com base no mecanismo de lesão, isto é, na situação que engatilhou o início dos sintomas, o profissional da saúde consegue identificar o problema. Nesse caso, são possíveis mecanismos:

  • alongamento repentino;
  • corrida brusca;
  • abertura exagerada das pernas;
  • levantamento abrupto de peso etc.

Se o paciente for um atleta, provavelmente o médico também solicitará uma ressonância ou uma ecografia para confirmar a ruptura. Afinal, essa comprovação é essencial para seu afastamento das atividades físicas até a a completa recuperação do músculo.

Como é o tratamento?

Normalmente, as fibras musculares conseguem se regenerar sozinhas. Por isso, o tratamento é focado no controle dos sinais inflamatórios: compressas de gelo no local, medicamentos — analgésicos e anti-inflamatórios — e compressão com bandagens terapêuticas.

O repouso também é indicado, já que evita o agravamento da lesão. No grau 1, a reabilitação completa ocorre em poucas semanas. Já no grau 3, pode demorar até 3 meses e, em alguns casos, exigir reconstrução cirúrgica e exercícios de fisioterapia.

Como vimos, a ruptura muscular se trata de um problema que pode levar ao afastamento de atividades profissionais e cotidianas. Por isso, é importante identificar esse tipo de lesão para que o paciente receba mais rapidamente as orientações para a recuperação do músculo.

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