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Você sabe quando a pressão arterial é considerada alta?

A pressão arterial é a pressão que o sangue faz dentro dos vasos sanguíneos cuja força vem dos batimentos cardíacos. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a pressão arterial é considerada alta entre os adultos quando está acima de 13 por 9.  Antes, a pressão alta só era considerada quando os valores estavam acima de 14 por 9. 

A intenção ao modificar esses dados é conseguir detectar o problema mais cedo e, assim, ter uma chance maior de controlar a doença. Confira os dados de acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial:

  • normal: sistólica entre 105 e 120 mmHg e diastólica entre 60 e 80 mmHg;
  • pré-hipertensão (limítrofe): sistólica entre 121 e 139 mmHg e diastólica menor  entre 81 e 89 mmHg;
  • hipertensão, estágio I (Leve): sistólica entre 140 e 159 mmHg ou diastólica entre 90 e 99;
  • hipertensão, estágio II (Moderada): sistólica entre 160 e 179 mmHg ou diastólica entre 100 e 109 mmHg; e
  • hipertensão, estágio III (Grave): sistólica maior que 180 mmHg e/ou diastólica maior que 110 mmHg.

Pressão arterial em grávidas e crianças

A pressão arterial em grávidas segue os mesmos critérios dos adultos em geral, porém, há diferença em relação aos tipos de hipertensão. Elas podem ser:

  • hipertensão crônica: quando a mulher já tinha pressão alta antes de ficar grávida e continua tendo durante e depois da gestação;
  • hipertensão gestacional: quando a pressão alta aparece apenas depois da 20ª semana de gravidez em mulheres que nunca tiveram pressão alta antes;
  • pré-eclâmpsia: quando a pressão alta surge após a 20ª semana de gravidez, associado à perda de proteínas na urina (proteinúria). Lembrando que a pré-eclâmpsia se cura após o parto; e
  • pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica: quando a pré-eclâmpsia ocorre em mulheres que já eram hipertensas antes da gravidez. 

Já em crianças, essa medição é mais complexa. Para saber se a pressão arterial está normal, é preciso saber o percentil de altura da criança. 

Saiba mais: Valores de referência para crianças, adultos e idosos

Vou explicar como isso funciona: cada criança tem o seu ritmo de crescimento, por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibiliza uma tabela que relaciona a altura e a idade, que variam de acordo com o sexo da criança, a partir de amostras populacionais. Se uma menina tem o percentil de altura 25, quer dizer que 25% das meninas daquela idade tem aquela altura. Todos esses dados influenciam na hora de definir como está a pressão arterial, então o ideal é fazer a medição e consultar essa tabela.

Como é feita a medição da pressão? 

A pressão arterial é medida em milímetros (mm) ou centímetros (cm) de mercúrio (Hg), por meio de aparelhos como o esfigmomanômetro (ou tensiômetro). O que esse aparelho faz é medir a pressão que o sangue exerce durante o bombeamento do coração.. O número maior que aparece na tela do medidor de pressão é chamado de sistólico, ele se refere à força do bombeamento do coração, e o número menor que aparece é chamado de diastólico, que se refere à pressão dos vasos sanguíneos.

Como citamos no começo desse artigo, os valores de referência indicam que a pressão é considerada normal quando ela está entre 105 por 60 e 120 por 80. Porém, existem alguns cuidados que devem ser tomados para fazer uma aferição precisa e também algumas variações dependendo do paciente. Por exemplo, as recomendações para antes da aferição são:

  • não fumar nem consumir bebidas alcoólicas pelo menos 30 minutos antes;
  • não praticar atividade física até uma hora antes;
  • procurar esvaziar a bexiga e repousar por cinco a dez minutos antes.

Cuidados ao aferir a pressão

No momento da aferição também é preciso seguir alguns passos para os valores serem precisos. O ideal é sentar-se em uma cadeira com a coluna ereta, colocar a braçadeira no braço esquerdo, sem folgas, de dois a três dedos acima da articulação do cotovelo (ou no punho, caso seu medidor de pressão seja de punho). Confira o vídeo a seguir:

O que fazer quando a pressão está alta? 

Para ter um controle da pressão alta, é recomendada a prática de exercícios físicos e, claro, manter uma alimentação saudável. Os alimentos diuréticos são ricos em potássio e ajudam a regular e reduzir a pressão alta. Por isso, separamos uma lista de alimentos que você pode acrescentar na sua dieta e outros que você deve evitar para melhorar esse quadro:

Pode:

  • agrião;
  • beterraba;
  • salsão;
  • pimentão;
  • tomate;
  • abóbora;
  • cebola;
  • espinafre;
  • espargo;
  • vinagre;
  • pimenta;
  • ervas;
  • alho;
  • pepino;
  • salsinha;
  • aipo;
  • alho;
  • maçã;
  • kiwi;
  • limão;
  • abacaxi;
  • laranja;
  • melancia;
  • maracujá;
  • morango;
  • banana;
  • melão;
  • água de coco;
  • leites e derivados desnatados; e
  • chás de alecrim, arenária e erva doce.

Não pode:

  • enlatados;
  • embutidos;
  • mortadela;
  • presunto;
  • pickles;
  • azeitona;
  • ervilha em conserva;
  • comida pronta;
  • caldo de carne;
  • temperos prontos;
  • refrigerantes;
  • álcool;
  • sucos de caixinha;
  • ketchup;
  • mostarda;
  • molho shoyo; e
  • caldo de galinha.

 Você sabia que o açúcar é tão vilão quanto o sal?

Que o sal é o inimigo da pressão alta não é novidade, mas você sabia que o consumo do açúcar em excesso também é prejudicial? Não somente pelo fato de contribuir com o aumento de peso, mas também porque aumenta a concentração de ácido úrico no organismo, alterando o revestimento interno das artérias, o que causa a pressão alta.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Bolívar Malachias, o excesso do açúcar também cria uma resistência do organismo à insulina, um processo que causa o envelhecimento das artérias que também contribui para o quadro da doença. 

A hipertensão costuma surgir de forma silenciosa e por isso é preciso estar sempre monitorando a pressão arterial. O recomendado é que uma pessoa saudável procure saber os valores de sua pressão arterial ao menos uma vez por ano. Já pessoas que já são hipertensas devem realizar o monitoramento com uma recorrência maior. Em alguns casos, as medições precisam ser semanais e, até mesmo, diárias. Nesses casos, é altamente recomendado possuir um aparelho próprio para efetuar as aferições. 

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