Qual é o método contraceptivo mais eficaz? 

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Você provavelmente já ouviu alguém contar que engravidou mesmo usando pílula ou algum método contraceptivo, certo? Não é difícil se deparar com histórias assim. Por isso sempre surge a dúvida: qual é o método contraceptivo mais eficaz?

Atualmente existem uma série de métodos contraceptivos. Eles se encaixam em diversas  rotinas e casos, o interessante é achar o ideal para você com a ajuda de um profissional especializado.

Neste artigo você entenderá de uma vez por todas qual anticoncepcional é o mais seguro. Será que existe um método infalível? Vamos descobrir!

Você sabe qual é o método contraceptivo mais eficaz?

Para especialistas o melhor método anticoncepcional é o que mais se adequa ao paciente. Por esse motivo é necessário que a escolha do método aconteça com a ajuda de um ginecologista. Esse profissional analisa o histórico de saúde e as necessidades do paciente.

Apesar disso, o método mais indicado é o uso da camisinha. Isso acontece porque além de evitar uma possível gravidez, ela também nos protege da contaminação por infecções sexualmente transmissíveis (IST). Mas você sabia que cada método tem sua própria taxa de eficiência?

Taxa de eficácia 

É importante saber que os métodos de contracepção tem uma taxa de eficácia específica, indicada por fabricantes. Apesar disso, essas taxas levam em consideração o uso perfeito do método. 

Dificilmente essas taxas incluem os imprevistos da vida real. Por isso, segundo um estudo norte-americano, essas taxas podem mudar um pouco na prática. Entenda a seguir qual é a real eficiência dos principais tipos de anticoncepcional:

Implante subdérmico 

O implante subdérmico possui uma taxa de eficácia de 99,9%. Como o nome já diz, esse método é implantado no braço ou na nádega e dura cerca de 3 anos. Ele libera um hormônio derivado da progesterona, o etonogestrel, que impede a gravidez. 

DIU Mirena 

Este método possui a mesma taxa de eficiência, tanto no uso perfeito como na vida real, de 99,8%. Ele carrega um hormônio, o levonorgestrel, que é liberado no útero após a colocação. 

Os únicos cuidados exigidos são a realização periódica de exames para garantir que o DIU permaneça no local correto e a troca no período específico. O método costuma durar de 5 a 10 anos.  

DIU de cobre 

Como sugere o nome, neste modelo de DIU é liberado cobre, que causa uma inflamação no útero e muda a função dos espermatozoides. Como os outros tipos de DIU, ele dura de 5 a 10 anos. 

Esse método possui uma leve variação na eficácia no uso perfeito, de 99,4%, para o uso na vida real, de 99,2%.

Injeção 

O anticoncepcional injetável é aplicado de forma intramuscular uma vez por mês, ou a cada três meses. A injeção pode conter apenas progesterona ou combinar progesterona e estrogênio, que liberados no organismo impedem a gravidez.

Apesar disso, o método tem 94% de eficácia no uso real, enquanto que no uso perfeito essa taxa ultrapassa os 99%. Essa variação acontece porque por vezes a data de aplicação não é respeitada. 

Pílula 

No uso real a taxa de eficácia da pílula anticoncepcional é de 91%. Para que esse método tenha 99,7% as instruções da bula devem ser seguidas de forma rigorosa. Caso isso não aconteça, os riscos de gestação crescem cerca de 7%. 

Anel vaginal 

O anel vaginal deve ser colocado da maneira correta e no tempo correto de uso. Esse método dura 3 semanas e precisa ser retirado após esse período. Quem utiliza esse dispositivo deve fazer um intervalo de uma semana para colocar um novo. 

Seguindo todas as recomendações ele atinge 99,8% de eficácia, mas no uso real a média é de 91% de eficiência.

Adesivo 

O adesivo anticoncepcional libera hormônios que são absorvidos através da pele. Ele deve ser trocado uma vez por semana. A taxa de proteção caso o uso seja perfeito chega a 99,97%, mas no uso real a taxa é de 91% de eficácia. 

Camisinha

Este método é o que tem a maior taxa de variação entre o uso perfeito e o uso real.

Isso indica que grande parte das pessoas não utilizam a camisinha da maneira correta. A variação é de 16% entre eles.

A camisinha pode garantir 98% de segurança para quem utiliza corretamente, mas na maioria dos casos a eficácia é apenas de 81%. Isso acontece porque geralmente as pessoas utilizam e/ou armazenam o método de forma incorreta. 

Quem utiliza esse contraceptivo deve evitar o armazenamento em locais expostos ao calor e próximos a objetos perfurantes. Além disso, utilizar durante todo o ato sexual permite que a eficácia total seja mantida. 

Vale lembrar que a camisinha, tanto masculina quanto feminina, é o único método que também nos protege de infecções sexualmente transmissíveis e do HIV.

“Tabelinha” 

A tabelinha é o método mais arriscado, com menor taxa de eficácia. Isso acontece porque esse método leva em consideração o ciclo menstrual feminino para evitar o ato sexual, ou utilizar camisinha, apenas durante o período fértil da mulher. 

Apesar disso, o ciclo menstrual de algumas mulheres não é regular, o que não traz segurança para quem utiliza esse método contraceptivo. A eficácia geral é de 76%.

Agora você já sabe que o método contraceptivo mais eficaz é o que melhor se adapta a sua rotina e condições de saúde. Aqui no blog da Maconequi temos ainda mais conteúdos sobre saúde e bem-estar. Acesse e confira!

 

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