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Amamentação: vamos conversar sobre alguns problemas?

Por |2019-12-23T13:54:14-03:0009/07/2018|Cuidados com a saúde, Prevenção|0 Comentários

Os primeiros meses de vida do bebê costumam ser de adaptação não apenas para ele, mas principalmente para a mãe. O bebê não está mais protegido dentro do útero materno, e a mãe deverá assumir uma nova rotina de cuidados com a higiene, a saúde, o sono e, em especial, a alimentação do filho. Não é à toa que surgem dúvidas e, acima de tudo, problemas na amamentação que causam incômodos físicos e podem, no longo prazo, trazer complicações para o corpo da mulher.

E justamente para falar sobre esse assunto, apontando os problemas mais comuns e como evitá-los, que preparamos este post. Acompanhe!

1. Mamas inchadas e endurecidas

O primeiro deles é quando as mamas ficam inchadas por conta do excesso de leite que se acumula nelas. Mesmo o bebê se alimentando regularmente, não se consegue alcançar um equilíbrio entre a produção e o consumo do leite. Com isso, o leite materno deixa de ser líquido e começa a assumir uma textura gelatinosa/pastosa — popularmente chamado de empedrado.

Como resultado dessa alteração, ele fica mais difícil de sair, dando um aspecto endurecido aos seios. E, se engolido pela criança, pode provocar engasgos e, em casos mais graves, até sufocamento alimentar.

Para evitar que isso aconteça, especialmente nos primeiros dias de amamentação em que a produção de leite é mais intensa, o indicado é retirar o excesso dele com o auxílio de uma bomba tira-leite, que pode ser elétrica ou manual.

2. Bico do seio rachado e dolorido

Outro dos problemas na amamentação é quando bico do seio fica dolorido e, inclusive, rachado, algo que pode acontecer por diversos motivos — o atrito com o sutiã é um exemplo. Contudo, o mais comum é a amamentação incorreta, quando o bebê faz a pega somente nele em vez de também envolver com os lábios a aréola — o que se agrava à medida que nascem os primeiros dentes do neném.

Por isso, é importante não prosseguir com a alimentação de qualquer jeito, mas buscar posicioná-lo de maneira adequada para que a pega seja 100% correta.

3. Bico do seio invertido/plano

Ter os bicos das mamas invertidos ou planos não é algo que deve ser fruto de preocupação. O que acontece é que quando não há a pega direito, como mencionamos no tópico anterior, o recém-nascido tende a fazer sucção exclusivamente neles, tendo dificuldade para ingerir o leite e causando desconforto para a mãe. Por essa razão, é fundamental proporcionar uma pega correta ao neném.

“Mas e se mesmo assim for difícil amamentar a criança?”, você deve estar se questionando. Nesse caso, uma boa sugestão é a aquisição de bicos artificiais de silicone. Eles se encaixam no seio e moldam a posição do bico, facilitando a saída do leite materno.

4. Leite empedrado

Como citamos no primeiro tópico,  pode acontecer de não ter um equilíbrio entre a produção e o consumo do leite, fazendo com que o leite materno fique empedrado. Isso pode acontecer porque o ducto da mama está entupido, impedindo que o leite saia e criando um nódulo na mama.

Para evitar que isso aconteça, a mulher deve evitar usar sutiã e blusas que apertadas. Em caso do leite já estar empedrado, a dica é apostar na massagem dos seios. Coloca-se uma bolsa de água morna sobre a mama para dilatar os ductos mamários para depois estimular os gânglios linfáticos e massagear a auréola e em volta dela.

5. Produção de pouco leite

Produzir pouco leite não é necessariamente um problema, mas pode acontecer, principalmente em mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias. A primeira coisa que devemos entender é que quanto mais o bebê mama, mais leite é produzido, então em caso de produção de pouco leite, o indicado é estimular o neném a mamar mais vezes, lembrando-se sempre de que ele também precisa sugar da forma correta.

Outra dica para produzir mais leite é ter uma boa alimentação e beber bastante água. Além do apoio físico e emocional.

6. Produção de muito leite

A produção de muito leite pode atrapalhar a amamentação, tornando-a mais difícil para o bebê. Há também o risco maior de fissuras e mastite (infecção que causa dor e desconforto nos seios). Mas existem algumas técnicas que podem ajudar nesses casos, como retirar um pouco de leite antes de amamentar e utilizar um pano ou um coletor de leite na outra mama para não vazar durante a amamentação.

Agora você já está por dentro de quais são os principais problemas na amamentação e como evitá-los. Então, não deixe de colocar nossas dicas em prática. Contudo, nunca se esqueça: em caso de complicações físicas e dificuldade contínua de amamentar, procure imediatamente um médico!

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