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Para que serve a bota ortopédica? Conheça seus benefícios

Muitos têm dúvidas sobre para que serve a bota ortopédica, uma vez que a indicação mais conhecida para a imobilização de fraturas e outros tipos de lesão é a bota de gesso. O acessório, no entanto, apesar de assumir funções similares, apresenta algumas características próprias que podem contribuir bastante para a recuperação do paciente.

Pensando nisso, elencamos alguns esclarecimentos sobre as funções da bota ortopédica e seus benefícios para um tratamento eficaz. Não deixe de conferir!

Como funciona a bota ortopédica?

A bota ortopédica é constituída por um material rígido que se apresenta no formato da região inferior da perna e um forro amortecedor interno. Além disso, conta com faixas ajustáveis de velcro que envolvem o acessório e permitem ajustá-lo conforme as necessidades do paciente.

Para utilizá-lo, é preciso posicionar perfeitamente o pé e a perna do indivíduo no acolchoado interno. Dessa forma, é possível regular a bota o mais próximo possível do tornozelo e na medida exata do pé, sem deixá-lo torto.

Quando ela é indicada?

A indicação para o uso da bota ortopédica, dependendo do modelo, é realizada em casos em que é necessário mobilizar tornozelo, pés ou panturrilha para o tratamento de lesões, fraturas, luxações ou para a continuidade dos cuidados após a retirada do gesso.

O uso desse equipamento também é recomendado para dores no calcanhar e nos pés e lesões menos severas como entorses, lesões crônicas do tornozelo e contusões. Ele pode atuar na prevenção das deformidades causadas por alguma doença ou ser usada em tratamentos pós cirúrgicos.

Quais são os modelos de bota ortopédica?

Existem basicamente dois tipos de botas ortopédicas: as botas curtas (sandália ou calçado de baruk) e as botas longas (robofoot). As botas curtas são usadas para o tratamento de entorses leves e moderadas ou fraturas nas regiões dos dedos e metatarsos.

Já as botas longas são mais indicadas para o tratamento de fraturas um pouco mais complexas que estejam localizadas no tornozelo e são muito utilizadas no pós-operatórios de lesões, como rupturas de tendões e ligamentos.

Como exemplo desses tipos de bota ortopédica, vamos apresentar dois modelos da Mercur e dois modelos da BSN. 

Bota imobilizadora da Mercur

A bota imobilizadora M1 da Mercur é bilateral, ou seja, pode ser usado tanto na perna direita quanto na esquerda, e possui componentes (solado, palmilha, protetor de calcanhar e revestimento) que cumpre a sua função sem comprometer a autonomia da pessoa lesionada.

Ela pode ser encontrada no modelo longo ou curto e são divididos nos tamanhos P, M e G, de acordo com o comprimento do pé.

Bota imobilizadora da BSN

A bota imobilizadora Actimove Walker da BSN tem como diferencial as tiras cruzadas no tornozelo, que garantem uma maior segurança para o lesionado, e os orifícios de respiração, que permitem ventilação e uma boa climatização para a pele.

Ela também pode ser encontrada nos modelos longo e curto e são divididos nos tamanhos P, M e G, de acordo com o comprimento do pé.

Quais os benefícios do uso da bota?

Mesmo entre aqueles que conhecem o funcionamento da bota ortopédica, é bastante comum a associação ao tratamento de fraturas, tendo em vista o extenso auxílio na sustentação do membro afetado.

O uso da bota ortopédica também traz benefícios em situações de lesão neurológica ou acidente vascular cerebral (AVC). Nesses casos, a bota assume a função de manter a perna em posição correta. Isso porque a tendência é que fiquem caídas ou deformadas.

Outros importantes benefícios atribuídos pelo acessório, tornando-o menos incômodo, são: possibilidade de retirada para a higienização e realização de massagens, desnecessidade de utilização de muletas e abertura para a circulação do ar.

Qual a diferença entre bota ortopédica e de gesso?

Para entender melhor para que serve a bota ortopédica, também vale conferir as variações que ela apresenta em relação ao gesso. Nesse sentido, a grande diferença entre os tipos de bota reside na necessidade de imobilização absoluta do membro do paciente.

Em casos de lesões graves, que requerem a imobilidade permanente da região afetada até o fim do tratamento, a recomendação é utilizar o gesso. Já em casos em que não há essa necessidade, o ortopedista pode recomendar a substituição pela bota ortopédica ou mesmo a sua utilização ao longo de todo o tratamento. 

Vale lembrar que essa avaliação deve ser feita pelo médico, que verificará na prática qual é a opção mais indicada para a total recuperação do indivíduo. Ele poderá indicar a melhor opção para o conforto e a qualidade de vida do paciente. 

Dúvidas frequentes quanto ao uso da bota imobilizadora

Uma das dúvidas mais frequentes é se a bota imobilizadora tem lado certo para ser usada. Como nós já citamos anteriormente, ela costuma ser bilateral. Outra dúvida recorrente é se a bota deve permanecer ou ser retirar na hora de dormir, e a resposta é: vai depender das orientações do seu médico.

A bota imobilizadora deve ter um tamanho adequado para que a recuperação do paciente seja efetiva. Alguns cuidados que devem ser tomados durante o uso da bota imobilizadora são:

  • O uso de meias ou ataduras (dependendo da sua necessidade) pode deixar o uso desse equipamento mais confortável;
  • Atente-se para que os dedos não fiquem para fora e nem o pé fique deslizando dentro da bota;
  • Na hora de prender o enchimento de espuma, certifique-se de fazê-lo na ordem correta: pé, tornozelo e perna;
  • Aperte as alças de forma que deixe a bota firme, mas não de maneira que cause desconforto para não ocasionar problemas de circulação;
  • A forma certa de caminhar com uma bota desse tipo é começando com o pé lesionado na frente.

O questionamento sobre para que serve a bota ortopédica ainda é bastante presente entre os pacientes, que pouco conhecem a alternativa ao uso da bota de gesso. Conhecer seus benefícios, porém, é importante para verificar se sua utilização é viável no caso clínico.

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