O que é urticária e quais são os sintomas?

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A urticária é uma das dermatoses mais frequentes: 15% a 20% da população mundial têm pelo menos um episódio agudo da doença em sua vida.

Essa doença de pele é caracterizada pelo surgimento de placas vermelhas e inchadas sobre a pele chamadas de angioderma, que coçam intensamente.

Essas lesões podem surgir em qualquer parte do corpo. Duram por apenas alguns dias ou meses, depois desaparecem sem deixar manchas. O tamanho e formato variam, podendo ser vermelhidões pequenas e isoladas, ou grandes ao ponto de cobrirem toda uma região.

Quer entender melhor sobre o que é a urticária e quais os sintomas, só continuar no post!

Tipos de urticária 

Dentro do quadro de urticária, a irritação pode ser dividida entre: crônico ou agudo (tempo da doença na pele) e induzida ou espontânea (causa da alergia):

Urticária Aguda

É considerado urticária aguda quando os sinais e sintomas desaparecem em menos de 6 semanas.

Geralmente são episódios isolados, a crise alérgica aparece durante uma parte do dia, em menos de 24 horas some da pele , mas pode ressurgir em qualquer momento mais agressivo. 

Urticária Crônica 

É quando o quadro de inflamação permanece por mais de 6 semanas seguidas. A urticária crônica não tem cura. Quem apresenta o diagnóstico deve buscar controlar as crises de irritação através de medicamentos via oral, como os antialérgicos.

Loções, como cremes ou pomadas, para passar por cima das placas vermelhas, não solucionam, nem aliviam o quadro de coceira e alastramento da mancha.

Urticária Induzida

É chamado de induzida  quando o agente provocador da irritação é identificado, como drogas, alimentos, infecções, estímulos físicos (calor, frio, sol, água, pressão), roupas muito justas ou elásticas, exercícios físicos, entre outros.

Urticária Espontânea ou Idiopática

A urticária espontânea ou idiopática é quando a doença aparece de repente sem uma causa preliminar detectada.

40% dos pacientes com urticária, apresentam o quadro crônica espontânea. Ou seja, duram mais de 6 semanas e o agente causador da irritação não é reconhecido.

Quem pode ter urticária?

A urticária é mais comum entre adultos, faixa-etária dos 20 até os 40 anos, mas a doença pode aparecer em qualquer período da vida.

Essa irritação cutânea não é 100% hereditária, nem contagiosa. Se o paciente tem na família pessoas que sofrem com a irritação cutânea, as chances de desenvolver são maiores, comparado a pessoas que não tem histórico familiar.

Quem sofre com lúpus, linfoma ou alguma condição na tireoide também têm maiores riscos de desenvolver urticária.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as mulheres de idade adulta apresentam o maior número de diagnósticos de urticária, principalmente do tipo espontâneo.

Sintomas da urticária

Os principais sintomas da urticária são:

  • coceira intensa (mais comum);
  • inchaços vermelhos, altos, de tamanhos variados (angioedema); e
  • falta de ar (em casos graves).

O sintoma mais comum e persistente é a coceira. Ela interfere diretamente no bem estar do paciente já que atrapalha o sono e uma rotina tranquila no trabalho. A pinicação constante e intensa é a principal reclamação dentro dos consultórios médicos.

Algumas pessoas não resistem e acabam esfregando agressivamente as regiões que, posteriormente, ficam magoadas e com feridas.

Dependendo da cor de pele do paciente, ele pode ficar com a derme manchada por anos. Caso o alívio tenha sido feito com a unha/mão suja, ou objetos mal limpos, além da coceira o paciente pode infeccionar a região irritada.

Casos graves de urticária

Existem alguns quadros de crise alérgica tão intensa que podem provocar a falta de ar progressiva no paciente.

A proliferação do angioedema (inchaço) em regiões internas do corpo, como a laringe e glote, dificultam a circulação eficiente do ar.

Quando o paciente começa a sentir falta de ar, e os sintomas externos como a vermelhidão e pinicação já iniciaram, o quadro pode significar a complicação da urticária. É necessário a procura de um médico com urgência.

A baixa oxigenação, também é chamada de anafilaxia, e esse sintoma denuncia uma crise alérgica aguda, que pode causar a morte do paciente. 

Diagnóstico e tratamento

Quando os sintomas da urticária surgirem, o ideal é que a consulta já seja agendada com o médico dermatologista. O profissional vai mapear qual o tipo da doença o paciente está manifestando, a partir daí iniciar o tratamento.

O antialérgico é o medicamento mais indicado para o cuidado com a doença. No entanto, 25% a 33% dos pacientes não respondem ao tratamento com essa medicação, mesmo em doses altas e de laboratórios diferentes.

Como a urticária crônica não tem cura, o ideal é aliviar a crise que o paciente esteja enfrentando no momento. Depois reforçar maneiras de prevenção para que a doença não aconteça. 

Os sintomas da urticária pode ser aliviados das seguintes maneiras:

1- Fazer compressas com água fria para desinchar os angioedema.

2- Evite fazer pressão sobre a pele com roupas muito apertadas.

3- Optar por peças de roupa de algodão.

4- Use anti-histamínicos após indicação médica.

Não utilize cremes, pomadas ou medicamentos de via oral por conta própria. O auto diagnóstico pode prejudicar o tratamento guiado pelo profissional da saúde. Os analgésicos agravam a urticária crônica em 30% dos doentes.

Prevenção

Se afastar do agente que provoca a alergia é o melhor tratamento, para isso é preciso descobrir antes o que causa a irritação.

Para prevenir os quadros de crise também é recomendado: evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse, esses fatores pioram a irritação da epiderme. O suor, por conter sais minerais, pode intensificar a coceira e a ardência da pele

Aposta em uma dieta alimentar sem corantes, conservantes, embutidos [frios, salsicha etc.], enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais, costuma ajudar a melhorar a urticária, já que deixa o sangue menos remoso.

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