O que é obesidade e quais são os graus desse distúrbio?

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Se você está se perguntando o que é obesidade, saiba que a resposta é simples: é um acúmulo excessivo de gordura corporal em uma pessoa.

Porém, para identificar que uma pessoa está obesa, é preciso fazer um cálculo para descobrir o Índice de Massa corporal (IMC) dela. Se o resultado der acima de 30, quer dizer que a pessoa está com obesidade.

A recomendação é que seja feita uma consulta com um especialista para identificar o grau de obesidade dessa pessoa e o que ela precisa fazer para se cuidar.

Quer saber mais sobre o que é obesidade e como é feito o cálculo do IMC? Então continue acompanhando este artigo!

O que é obesidade e quais são as possíveis causas?

Pessoas com obesidade ou alguma espécie de transtorno alimentar enfrentam problemas severos. Tais problemas afetam seu estado emocional, vínculos afetivos, saúde, liberdade, autonomia e qualidade global de vida.

Diversos fatores podem ocasionar um quadro de obesidade:

  • Genéticos;
  • Fisiológicos;
  • Metabólicos;
  • Sociais;
  • Ambientais;
  • Psicológicos.

Em geral, a obesidade é causada pela combinação entre 2 ou mais fatores, podendo gerar muitos transtornos.

Portanto, vários quesitos devem ser avaliados para diagnosticar obesidade. É importante traçar o histórico familiar, a evolução do peso e os hábitos alimentares. Além disso, é ideal obter o índice de gordura no corpo e ainda realizar outros exames clínicos e de sangue.

Segundo as pesquisas do IBGE, entre 2013 e 2019 a taxa de obesidade em pessoas de 20 anos subiu de 12,2% para 26,8%.

Em um grupo de 4 pessoas de 18 anos ou mais, uma estava obesa em 2019. Isso equivale a 41 milhões de pessoas. Entre mulheres a taxa atingia 29,5%, superando em muito a taxa masculina de 21,8%.

Os índices de obesidade são preocupantes, mas o sobrepeso também desperta a atenção: atingia 60,3% da população em 2019.

As mudanças nos hábitos alimentares e estilo de vida durante o século 20 colocaram a obesidade primeiro na pauta da estética e em seguida ela passou à pauta da saúde.

O consumo crescente de alimentos industrializados, especialmente fast food e refrigerantes, associados ao estilo de vida sedentário provocaram essa tendência.

Como identificar os diferentes graus de obesidade? Calcule seu IMC!

A primeira providência em caso de alterações de peso é ter a noção exata do grau de obesidade para orientar intervenções adequadas. Isso é possível calculando o Índice de Massa Corpórea, o IMC.

IMC  = m / h² ou simplificando IMC = peso ÷ altura x altura

O índice é obtido dividindo-se a massa corpórea pelo quadrado da altura.

Exemplo: IMC = 80 kg ÷ (1,80 m × 1,80 m) = 24,69 kg/m²

Para calcular seu IMC com a calculadora virtual, clique aqui. Esse cálculo nos permite medir e avaliar o peso de uma pessoa, ou o nível de sobrepeso, se for o caso.

18,5 é um marco de referência, por ser o limite mínimo ideal, lembrando que abaixo dele o problema se relaciona com o oposto da obesidade: a magreza.

Os resultados obtidos indicam o grau de obesidade e o nível de risco de saúde relacionado:

  • IMC variando entre 18, 5 e 24,9Kg/m²: normal. Risco normal.
  • IMC variando entre 25,0 e 29,9 Kg/m²: sobrepeso ou pré-obesidade. Risco moderado.
  • IMC variando entre 30,0 e 34,9 Kg/m²: obesidade grau I. Risco alto.
  • IMC variando entre 35,0 e 39,9 Kg/m²: obesidade grau II.  Risco muito alto.
  • IMC acima de 40,0 Kg/m²: obesidade grau III. Risco extremo.

Essa avaliação serve para constatar a ocorrência de obesidade e indicação do tratamento ideal.

Obesidade, Bariátrica e outros tipos de tratamento disponíveis

Determinar o grau de obesidade é fundamental à escolha de medidas interventivas. As decisões devem ser orientadas por nutrólogos, nutricionistas e endocrinologistas o mais cedo possível.

O tratamento pode variar do básico: reeducação alimentar, exercícios até a necessidade de terapia medicamentosa e cirurgias para casos extremos.

Um procedimento mais simples é o balão intragástrico por 6 meses que reduz o apetite para pessoas com IMC superior a 27. É necessário anestesia e intubação e o resultado vai depender da postura da pessoa.

A Gastroplastia é reconhecida por diversos nomes, cirurgia bariátrica, metabólica ou redução de estômago. Ela é considerada nos casos em que a pessoa já tentou outros meios sem resultados e está com a qualidade de vida comprometida.

É uma opção quando a obesidade está associada a doenças como hipertensão, diabetes, alta de colesterol e impacto nas articulações. Só é indicada a partir dos 16 anos e se a vida do paciente corre riscos. Abaixo dessa idade, é feita apenas após atenta avaliação por equipe multidisciplinar.

Tipos de cirurgia:

  • Cirurgia sleeve ou Gastrectomia Vertical (GV);
  • Gastroplastia em Y de Roux ( GYR);
  • Derivação Bileopancreática (DBPP);
  • Banda gástrica ajustável.

Com o passar do tempo as cirurgias tornaram-se menos invasivas, mas ainda devem ser deixadas como última opção. Precisando recorrer a esta medida mais extrema, escolha profissionais bem conceituados e a melhor assistência possível.

Conclusão

Atitudes firmes fazem muita diferença, em geral, o suporte psicológico é essencial, pois o indivíduo necessitará de muito empenho.

Para obter resultados significativos em todo tipo de tratamento a pessoa terá que mudar hábitos e isso é um desafio.

É evidente que as pessoas são o produto de seus hábitos e condutas, que determinarão a qualidade de saúde, auto estima e relacionamentos.

O problema da obesidade vai além de aparência e estética. De cunho social, impacta até mesmo o a saúde.

Para entender mais sobre qualidade de vida e bem estar, continue acompanhando nosso blog!

 

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