O que é hanseníase? Saiba quais são os sintomas e como é transmitida

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Muito se ouve falar, mas você sabe o que é hanseníase? Por muito tempo as pessoas a chamavam de “lepra”, mas, com o passar dos anos esse termo modificou-se devido ao preconceito que carregava e a doença recebeu o nome de hanseníase.

A hanseníase é uma doença infecciosa provocada pelo bacilo chamado Mycobacterium leprae. Nesse sentido, a doença é responsável por atacar nervos e pele. Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de dermatologia), somente no Brasil são diagnosticados mais de 30 mil casos por ano.

Em contrapartida, a doença não é um achado recente, o cientista Armauer Hansen a descobriu ainda no ano de 1873, mas seu relato na história da humanidade surgiu há cerca de 4000 anos atrás em civilizações egípcias, chinesas e indianas, por exemplo.

Hoje, a doença tem cura e seu tratamento é distribuído por todo o mundo a fim de acabar com esse problema na saúde pública, porém, uma das maiores dificuldades na hora de combater a hanseníase está ligada as desigualdades sociais. Isso porque, países subdesenvolvidos ou com uma grande população são os mais afetados.

Transmissão

A doença é transmitida através de secreções como tosse, lágrimas, muco e salivas de pessoas infectadas e em alguns casos, a patologia é visível na pele do paciente.

Sendo assim, é mais suscetível a transmissão do vírus em locais com maior número de pessoas aglomeradas como em lugares em que muitas pessoas moram juntas, transportes coletivos, etc.

Diagnóstico

O diagnóstico da hanseníase se dá primeiramente através do exame clínico, ou seja, a partir da consulta com um profissional da saúde. Portanto, ele é responsável por recolher informações do histórico médico do paciente, além de realizar um exame físico.

Exames laboratoriais também ajudam no diagnóstico da doença. Para auxiliar na detecção de bacilos causadores da hanseníase, é feito o exame microscópico de baciloscopia onde se tenta detectar a partir de amostras o Mycobacterium leprae.

Sintomas

A hanseníase pode ser paucibacilar ou multibacilar. Logo, a classificação acontece conforme o número de bacilos encontrados no exame.

Dessa forma, a hanseníase paucibacilar é quando nenhum ou um bacilo é encontrado, já a multibacilar é quando diversos bacilos são encontrados nos exames.

A classificação entre paucibacilar e multibacilar também determina o estágio da doença, mas em ambos os casos ela pode apresentar os seguintes sintomas:

  • manchas na pele;
  • perda de pelos;
  • alteração da sensibilidade;
  • dormência;
  • retração dos dedos;
  • incapacidades físicas;
  • caroços;
  • inchaço.

Tipos de hanseníase

A aparição de cada um dos sintomas da hanseníase, assim como sua intensidade, depende da fase em que a doença se encontra. Portanto, a partir das classificações da hanseníase entre paucibacilar e multibacilar existem outros dois estágios da doença para cada grupo. São eles:

Hanseníase indeterminada (paucibacilar)

Essa é uma fase da hanseníase em que todo o paciente contaminado passa. Ela pode ser ou não visível, e o maior número de paciente são crianças abaixo de 10 anos de idade. Sua fonte de contaminação se dá a partir de pacientes multibacilar não diagnosticados.

Então, dentre os seus sintomas são comuns manchas mais claras que a pele sem mas sem a perda de sensibilidade térmica. Nesses casos, a biopsia ou exames laboratoriais podem não confirmar a patologia, por isso é necessária uma atenção clínica.

Hanseníase tuberculóide (paucibacilar)

Em casos de hanseníase tuberculóide o próprio sistema imunológico é capaz de destruir os bacilos causadores da doença. A hanseníase tuberculóide aparece em crianças até mesmo as de colo, assim como é no caso da hanseníase indeterminada.

Nesse sentido, a hanseníase tuberculóide pode aparecer em crianças recém-nascidas e apresentar lesões principalmente na face ou no tronco. Nesse tipo da doença as manchas já aparecem com relevo, o local afetado pode perder a sensibilidade e funções motoras.

Hanseníase dimorfa (multibacilar)

A hanseníase dimorfa apresenta diversas manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele, outra característica é que as bordas dessas manchas também são elevadas. Nesse caso, também existe perda de sensibilidade no local afetado.

Mais de 70% dos casos da doença são de hanseníase dimorfa, sendo assim a forma mais comum da doença. Além disso, ela se apresenta após um longo período de incubação, cerca de 10 anos.

Hanseníase virchowiana (multibacilar)

Essa é a forma mais contagiosa da doença. Ao contrário dos outros casos, esse tipo da patologia não apresenta manchas, mas toda a pele do paciente fica avermelhada, seca e com os poros dilatados, parecidos com uma casca de laranja.

Em casos de evolução da patologia, é comum que caroços apareçam. Sendo assim, em casos ainda mais severos o paciente pode perder os pelos da sobrancelha, cílios e rosto, poupando somente o couro cabeludo.

Qual é o tratamento para hanseníase?

Primeiramente, a hanseníase tem cura. O Brasil oferece o tratamento de forma gratuita pelo SUS, durando de seis meses a um ano. Além do tratamento, prevenir é o melhor remédio.

Portanto, manter uma alimentação saudável, praticar exercícios e preservar pela higiene ajudam na construção de um sistema imunológico ainda mais forte. Além disso, a vacina BCG tomada ainda na infância também auxilia como forma de prevenção.

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