Melasma e melanoma: qual é a diferença entre elas?

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Quando surgem manchas na pele é necessário ficar atento. Para além da estética, o aparecimento de pontos escuros podem alertar riscos à saúde. Melasma e melanoma são dois tipos de doenças de pele que merecem atenção.

Apesar de parecerem semelhantes, o melasma é um tipo letal de câncer, enquanto o melanoma é um distúrbio na coloração da pele. Ambos são reconhecidos a partir das pigmentações escuras e formatos irregulares.

Quer entender um pouco mais sobre quais as diferenças do melasma e do melanoma? Então é só continuar no post!  

O que é o melasma?

O melasma é um distúrbio que causa a hiperpigmentação da pele. As mulheres, dos 20 aos 50 anos, concentram o maior número dos casos. Já entre os homens, somente 10% sofrem com o transtorno

Em geral, as manchas escuras aparecem na região do rosto (testa, do lábio superior, no queixo e nas têmporas). No entanto, também podem acontecer no colo, pescoço e antebraços.

Os pacientes que possuem tons de peles amarronzados, como os afro descendentes, árabes, indígenas, asiáticas e as hispânicas, têm maiores chances de desenvolver o distúrbio

Os tipos de melasma são epidérmico, dérmico ou misto. A classificação existe porque, dependendo do grau das manchas, elas conseguem atingir várias camadas da pele.

É importante ressaltar que o melasma não tem cura e é hereditário. A melhor maneira de combater o distúrbio é prevenindo.

Fatores de risco do melasma

As condições que facilitam o aparecimento do melasma são:

  1. Pele de coloração amarronzada
  2. Exposição a raios ultravioletas
  3. Ação de hormônios femininos (Uso de pilulas anticoncepcional ou reposição de hormônio)
  4. Gravidez
  5. Uso de cosméticos irritantes ou de drogas para tratamento da hipertensão ou epilepsia.

A “máscara da gravidez”, o melasma nas grávidas

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 90% das mulheres grávidas desenvolvem melasma.

O fenômeno acontece porque, durante a gravidez, as gestantes se tornam mais sensíveis à melanina. a hipersensibilidade é consequência da modificação hormonal que o organismo está passando.

No verão, enquanto a mamãe está exposta à luz solar, os melanócitos, responsáveis em produzir melanina, recebem a claridade de forma distorcida e produzem pigmentação extra para a pele da grávida.

Axilas, mamilos, virilha e região do umbigo acabam ficando mais escuros. A longo prazo o melasma pode aparecer inclusive no rosto.

Para prevenir o escurecimento, é necessário que a gestante use filtro solar de alta proteção, mesmo não estando exposta ao sol.

Como tratar o melasma?

Independente dos fatores de riscos, os cuidados são os mesmos. Como o distúrbio não tem cura, o ideal é se prevenir.

Utilizar protetor solar com regularidade é a melhor maneira de garantir a prevenção. Escolha os produtos com os filtros mais altos. Aplique novamente de 2 em 2 horas, mesmo sem suar ou molhar o rosto.

Faça uso de bonés e chapéus, a atenção deve ser redobrada entre dez da manhã e quatro da tarde, período em que é maior a emissão dos raios ultravioleta que agridem a pele.

Atenção: Não é somente o raio solar que pode agredir a pele, a luz de aparelhos eletrônicos e lâmpadas domiciliares também estimulam o melasma.

Não deixe de procurar o atendimento de um médico dermatologista. O profissional pode recomendar produtos à base de vitamina C e ácidos para clarear ou evitar  hiperpigmentação.

O que é o melanoma?

O melanoma, por sua vez, é um tipo de câncer. Essa anomalia pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais, todas em formato irregular.

Os pacientes de pele branca representam o maior número de diagnóstico da doença. Quando negro, o melanoma surge nas regiões mais claras do corpo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O câncer de pele, é o mais comum no Brasil, são aproximadamente 180 mil novos casos ao ano. O melanoma representa 3% dos diagnósticos cancerígenos epidérmicos. 

Apesar da baixa porcentagem, a anomalia é o tipo mais agressivo e letal dentre os câncer de pele. O melanoma tem alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos).

Sintomas e fatores de risco do melanoma

Como o melanoma pode ser confundido com uma simples pinta, é necessário estar atento aos fatores de risco para iniciar o tratamento logo cedo.

Sintomas:

A regra do ABCDE foi desenvolvida para facilitar na hora de reconhecer os sintomas alertas.

  1. Assimetria: Um lado da pinta é maior que o outro.
  2. Bordas irregulares: contorno mal definido.
  3. Coloração variada: a mesma pinta tem cor marrom, preto, vermelho e branco.
  4. Diâmetro: maior que 6 cm.
  5. Evolução: mudança no tamanho, cor e altura da pinta.

Alguns fatores de risco do melanoma são:

  1. Exposição prolongada e repetidas ao sol (principalmente durante a infância e adolescência)
  2. Exposição a câmaras de bronzeamento artificial.
  3. Ter peles e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino.
  4. Ter histórico familiar de câncer de pele.

A importância da detecção precoce do melanoma

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha – encomendada pela farmacêutica Bristol-Myers Squibb – revelou que 78% da população brasileira entrevistada não sabe o que é melanoma.

A ignorância dos pacientes é um perigo. Por ser um câncer de pele com altas chances de contaminar outros órgãos, é necessário que o reconhecimento do melanoma seja feito com antecedência. 

O médico dermatologista é o profissional da saúde qualificado para tratar o caso. O profissional vai pedir exames clínicos, laboratoriais e radiológicos para analisar o diagnóstico.

Caso o quadro de câncer seja confirmado, o médico vai pedir a remoção da pinta cancerígena, através de cirurgia, além de receitar outros medicamentos auxiliares.

De acordo com Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 200 mil novos casos de melanoma são registrados por ano no mundo.

No Brasil, a previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é a de que 6 260 pessoas receberam o diagnóstico precoce da doença em 2018. 

Tratamento do melanoma

Assim como nos demais cânceres, a radioterapia e a quimioterapia são recomendados para o tratamento do melanoma.

No entanto, dependendo do quadro, a cirurgia para a remoção da pinta cancerígena é necessária.

Em situações de metástase, já existem medicamentos de alta taxa de combate ao câncer. Nessa situação o objetivo é frear a doença e promover mais dias de vida, já que a cura total não é uma certeza.

A imunoterapia também é uma opção. A técnica consiste em incentivar o combate das células cancerígenas a partir do próprio sistema imunológico do paciente. A medida é menos agressiva comparada à quimioterapia.

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