Liga Pediátrica da UNICID SP aborda Covid-19 em crianças, autismo e acidentes domésticos no VII Congresso Acadêmico

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Esse é o segundo ano em que o evento acontece no formato virtual. Ao todo foram recebidas mais de 380 inscrições. 

No dia 04 de maio (segunda-feira), a partir das 18 horas, aconteceu o VII Congresso da Liga Acadêmica de Pediatria, organizada pela própria liga pediátrica da Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID SP).

A inscrição era gratuita e como palestrantes foram convidados os seguintes médicos: o atual presidente da SOBRAMES em São Paulo, Doutor Sérgio Gemignani, o médico, editor e membro fundador da SIMMPED, Dr. Rafael e Giannasi e para finalizar, o Secretário do Departamento de São Paulo, Dr Daniel Jarovsky.

Covid-19 em crianças, autismo, queimaduras e acidentes domésticos foram os temas principais do evento. De acordo com a presidente da Liga de Pediatria, Tati Dunder, existe a curiosidade do aluno de medicina a respeito dos assuntos, além de uma urgência, da própria população, por esclarecimento sobre os respectivos diagnósticos.

“Em geral, temos muita informação sobre como é o contágio em adultos e idosos, então a Liga resolveu trazer como funciona a Covid em crianças, porque a doença claramente se comporta de maneira diferente, talvez um pouco mais leve, sendo que os riscos graves da contaminação existem”, ressalta a universitária.

Uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (SindHosp), divulgada em março de 2021, revelou o crescimento de 47% no número de crianças internadas com Covid-19, nos hospitais particulares do estado.

Já a respeito do Autismo, existe a necessidade da rede médica em reconhecer o diagnóstico de maneira menos tardia, além de combater a ignorância contra o distúrbio

”As pessoas querem entender melhor como é esse diagnóstico, querem quebrar o preconceito sobre essas crianças autistas. A Liga pretende capacitar o estudante na hora de reconhecer um caso”, completa a estudante Tati Dunder.

A temática sobre acidentes domésticos também é uma emergência, considerando o contexto da pandemia. Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos ambulatoriais no SUS (Sistema Único de Saúde) por acidentes domésticos — aqueles que não necessitam de internação — registraram crescimento de 303% em pacientes de 0 a 15 anos em 2020, se comparado ao ano de 2019.

“Fazer parte da Liga me torna uma pessoa melhor!” 

A presidente da Liga Acadêmica de Pediatria da Unicid, Tatiane Dunder de Moraes (22), conta que o seu ingresso no grupo, aconteceu logo no primeiro semestre na Faculdade. De início, a universitária contribui como membro ativo, e só em 2019 participou diretamente na gestão como tesoureira.

A jovem decidiu contribuir com a Liga devido à vontade de entender melhor a especialidade pediátrica. “Eu queria saber como é o dia a dia do profissional, quais as doenças mais comuns dentro das pediatrias”, pontuou a universitária.

Tati acredita que colaborar com a organização faz dela não somente uma médica, mas também uma pessoa melhor.

A gestão eficiente do tempo e o amadurecimento da responsabilidade são apontados pela presidente como os principais benefícios adquiridos, como estudante e futura profissional, dentro da Liga Acadêmica de Pediatria da UNICID SP .

No entanto, os ganhos não param por aí. Para a estudante Isabela dos Santos Madruga (22), tesoureira do grupo e uma das integrantes responsável pelo patrocínio, colaborar na Liga permite também um melhor desenvolvimento interpessoal do aluno

“Você precisa ter uma boa conversação, uma melhor convivência, precisa respeitar o espaço do outro. Em geral você aprende como lidar com as pessoas”, conta Isabela. 

A universitária destaca que, nos estágios desenvolvidos pela Liga, os médicos ensinam o estudante a ser mais humano e enxergar o paciente não como apenas “mais uma criança”.  

EVENTO VIRTUAL versus EVENTO PRESENCIAL

A Vice Presidente, Camila Dias Alves dos Santos (24), está há quatro anos na Liga. A Universitária já teve a experiência de produzir eventos na mesma proporção no formato presencial.

A diferença positiva que Camila destaca é a chance de conseguir atingir um público mais abrangente, dentro do ambiente digital. 

“Como não existe a necessidade de locomoção, o Congresso já alcançou pessoas de outros bairros, Estados. Também conseguimos a participação de novos palestrantes que antes não podiam, devido a distância. Sem mencionar também as novas parcerias”, conta Camila.

Outra diferença negativa, destacada pelas alunas organizadoras, é a perda do calor humano. A maioria delas admite sentir falta das particularidades dos eventos presenciais.  

 “Em 2019 ajudei a organizar o Congresso presencial. É muito legal e bem diferente, a gente sente aquele friozinho na barriga ao ver o anfiteatro cheio, pensamos em lanche, em brindes… Eu sinto falta do contato direto com as pessoas”, confessou a presidente Tati Dunder .

Qual a importância dos patrocinadores para as Ligas?

Esse ano o VII Congresso da Liga Acadêmica de Pediatria do Unicid conta com nove patrocinadores. 

A estudante Anita Morais de Luca Oliveira (26) está há somente 8 meses como colaboradora da Liga e atualmente é uma das alunas responsável pelo patrocínio.

Anita acredita que a importância dos patrocinadores é atrair pessoas, além de manter a Liga como uma organização ativa. A universitária é a favor de uma parceria a longo prazo com as empresas colaboradoras do VII Congresso.

Já a jovem Isabela dos Santos, também responsável pelos patrocinadores, conta que para selecionar as parcerias é necessário encontrar instituições responsáveis, que estejam dispostas a somar na trajetória de formação do aluno

Isabela ressalta que patrocinar é uma relação de benefício tanto para a Liga como para as próprias empresas. “Se eu estou assistindo a um Congresso e me apresentam uma marca, e eu tenho interesse pelo produto, ou antes não conhecia, eu sei que posso comprar porque a marca de confiança”, esclarece a colaboradora.

As organizadoras esperam que o evento some na formação médica do estudante de medicina, além de também atrair diversos pais que tenham interesse nos temas abordados pelo Congresso Acadêmico. 

Por que se filiar em uma Liga Acadêmica?

As Ligas acadêmicas são atividades extracurriculares que permite tanto o enriquecimento do currículo do aluno, como de sua trajetória educacional, dentro da Universidade. Os objetivos dessas organizações é expandir o horizonte de aprendizagem para além da teoria.

Dentro do curso de medicina, as Ligas também assumem a missão de apresentar as especialidades, de maneira mais específica, para cada estudante. A primeira delas surgiu no Brasil em 1920 — a Liga de Combate à Sífilis, que desenvolve projetos até hoje.  

Os alunos filiados também ganham conhecimento a respeito da gestão de grandes eventos. São desenvolvidas habilidades administrativas e burocráticas, além do incentivo à produção do saber científico. O estudante também cria um maior contato com os profissionais da área da saúde.

As atividades propostas pelas Ligas não possuem fins lucrativos, e favorecem a própria comunidade estudantil e local. Já que os focos principais dos eventos são produzir ensino, pesquisa, extensão e coleta laboratorial.

 

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