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Laringoscópio: quais as diferenças entre as lâminas reta e curva

Por |2020-01-14T09:39:55-03:0014/01/2020|Sem categoria|0 Comentários

O laringoscópio pode ser usado para realizar exames de laringe (laringoscopia) e para auxiliar na intubação endotraqueal (pela traqueia) do paciente, onde um tubo é introduzido pela traqueia para que o paciente receba a ventilação pulmonar. O laringoscópio consiste em um cabo, que pode ser infantil ou adulto, e uma cabeça em formato de lâmina.

O cabo serve para a instalação da bateria, e também é por onde o profissional manuseia o equipamento para poder utilizá-lo. A bateria serve para acender a lâmpada que fica na ponta da lâmina (no caso do laringoscópio convencional) ou no próprio cabo (no caso do laringoscópio de fibra óptica), que proporciona uma melhor visão da laringe.

Existem também diversos tipos de lâminas:

tipos de lâminas de laringoscopio

  • curvas, do tipo Macintosh;
  • retas, do tipo Flaqq e Miller;
  • e articulados, dos tipos McCoy, Airtraq, Bullard e Wu Scope.

Quais são as diferenças entre as lâminas reta e curva?

Esses dois tipos de lâminas são as mais utilizadas. A principal diferença entre elas é que uma é mais indicada para o uso pediátrico e a outra mais indicada para o uso adulto.

As lâminas retas são mais utilizadas em neonatais e crianças de até 3 anos de idade. Já as lâminas curvas são mais utilizadas em crianças acima de 3 anos e em adultos, pois sua base é mais larga, facilitando o afastamento da língua e a visualização das cordas vocais.

Como higienizar o laringoscópio?

  1. Remova a bateria e a lâmina;
  2. Esterilize as lâminas;
  3. Depois de frias, enxague as lâminas e as guias em água corrente limpa;
  4. Imerja em uma solução detergente por 2 minutos;
  5. Esfregue suavemente com uma esponja macia as lâminas e as guias ainda imersas na solução detergente;
  6. Seque os componentes com uma toalha macia;
  7. Remonte o instrumento;

Cuidados que devem ser tomados:

  1. Nunca limpe o laringoscópio com ultrassom.
  2. Remova as baterias e a lâmina antes da limpeza, desinfecção ou esterilização do laringoscópio.
  3. Não utilize escova de aço, isto pode arranhar as fibras ópticas e irá diminuir a iluminação.
  4. Durante a esterilização, não exceda a temperatura de 134ºC/270ºF e pressão de 28psi.
  5. Autoclavagem Flash e por ar quente não são recomendados.
  6. Não derrube as lâminas ou dobre indevidamente a guia de luz pois irá quebrar as fibras de vidro e reduzir a saída de luz.

Como é feito a laringoscopia?

Na laringoscopia, o procedimento é simples. O exame pode durar entre 5 e 45 minutos e pode ser feito de forma direta ou indireta. Na forma direta, o paciente é sedado e um tubo especial é colocado na garganta, sendo introduzido pelo nariz ou pela boca. O médico consegue ter uma visão mais detalhada da laringe pelo tubo, que também possibilita a coleta de amostras e remoção de tumores ou objetos.

Já na forma indireta, o paciente fica sentado de forma ereta e o médico pulveriza um anestésico na garganta. Uma gaze é colocada em cima da língua, que é segurada para que não impeça a visão do médico. Em seguida, um espelho é colocado na garganta para explorar a região e o médico pode pedir para o paciente fazer determinados sons para que a laringe se mova. Quando a pessoa tem um objeto estranho na garganta, é nesse momento que o médico retira.

Como usar o laringoscópio nas técnicas de intubação?

A intubação feita por via orotraqueal é a de mais rápida obtenção e requer menos habilidade, mas a escolha entre as vias nasotraqueal ou orotraqueal é individual do médico responsável pelo procedimento.

Passo a passo: intubação orotraqueal (pela boca)

  1. Seleção do material apropriado em função das características anatômicas e da doença de base do paciente.
  2. Posicionamento adequado (alinhamento do eixo orofaringolaríngeo).
  3. Pré-oxigenação a 100% (3-5 minutos).
  4. Administração de sedativos/relaxantes musculares.
  5. Abertura da cavidade oral e introdução do laringoscópio pelo lado direito da boca.
  6. Deslocamento da língua para a esquerda.
  7. Se lâmina reta: após a introdução, retirá-la gradualmente até que as cordas vocais tornem-se visíveis (elevação da epiglote pela lâmina).
  8. Se lâmina curva: introdução gradual até que a epiglote seja visível e a lâmina inserida na valécula (tração da epiglote pela lâmina).
  9. Suave pressão ao nível da cricóide pode ser necessária (Manobra de Sellick), para facilitar a visualização e diminuir o risco de aspiração.
  10. Importante manter uma tração ao longo do eixo do corpo do laringoscópio (sem movimentação do punho e apoio no lábio superior).
  11. Inserção do tubo à direita da lâmina (não obstruir a concavidade da lâmina).
  12. Posicionamento adequado.
  13. Fixação.

Complicações: maior dificuldade de fixação (extubação acidental), maior dificuldade na toalete de secreções de orofaringe, obstrução da ventilação por oclusão dentária.

Contra-indicações: oclusão de articulação temporomandibular, processo obstrutivo em cavidade oral.

Passo a passo: intubação nasotraqueal (pelas narinas)

  1. Seleção do material apropriado em função das características anatômicas e da doença de base do paciente.
  2. Posicionamento adequado.
  3. Toalete e aspiração nasal.
  4. Pré-oxigenação a 100% (3-5 minutos).
  5. Administração de sedativos/relaxantes musculares.
  6. Lubrificação do tubo.
  7. Passagem através da narina até a faringe posterior.
  8. Abertura da boca e introdução do laringoscópio pelo lado direito da boca.
  9. Deslocamento da língua para a esquerda.
  10. Se lâmina reta: após a introdução, retirá-la gradualmente até que as cordas vocais tornem-se visíveis (elevação da epiglote pela lâmina).
  11. Se lâmina curva: introdução gradual até que a epiglote seja visível e a lâmina inserida na valécula (tração da epiglote pela lâmina).
  12. Suave pressão ao nível da cricóide pode ser necessária (Manobra de Sellick) para facilitar a visualização e diminuir o risco de aspiração.
  13. Com o laringoscópio posicionado e a laringe visualizada, a ponta do tubo na faringe é conduzida com o auxílio de uma pinça de Magill.
  14. A inserção pode ser facilitada, por um assistente, pela narina, após o direcionamento adequado.
  15. Posicionamento adequado da cânula.
  16. Fixação.
  17. Algumas variações da técnica podem ser utilizadas, fazendo uso de uma intubação orotraqueal prévia para assegurar a via aérea, com posterior troca da cânula, assim que o tubo inserido por via nasal seja visualizado na faringe posterior.

Complicações: epistaxe, necrose de asa do nariz, otite média aguda, sinusites.

Contraindicações: fratura de placa cribiforme, distúrbios de coagulação, obstrução à passagem do tubo por deformidade nasal ou compressão.

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