Incontinência urinária: 7 coisas que você precisa saber

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A incontinência urinária (enurese) é a perda involuntária de urina. Ela acontece por decorrência de uma falha na coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral (válvula que controla saída da urina). É um problema considerado comum em ambos os sexos, de todas as idades. No entanto, é duas vezes mais comum em mulheres e idosos.

Quando não tratada — e existem inclusive produtos para incontinência —, simples atividades do dia a dia podem ser comprometidas e o indivíduo passa por episódios de muito desconforto, o que acaba afetando negativamente sua qualidade de vida.

Incontinência urinária transitória x persistente

A incontinência divide-se em transitória e persistente. A transitória é aquela de causas naturais e reversíveis: uma vez que o quadro se solucione, ela desaparece sozinha e permanentemente, como nos casos de infecção urinária e efeitos colaterais a medicamentos.

Já a persistente, está relacionada a algumas alterações anatômicas, como o afrouxamento dos músculos associados ao trato urinário entre outras doenças correlacionadas. Podem persistir por pelo menos 3 meses, como nos casos de cirurgias no trato urinário, distrofia muscular, esclerose múltipla e derrame cerebral.

Agora que você já entendeu o que é a incontinência urinária (IU), vamos responder 6 perguntas sobre o assunto que você precisa saber. Acompanhe!

A incontinência urinária é uma doença ou um sintoma de uma doença?

Vamos começar esclarecendo essa dúvida. A incontinência urinária é um sintoma, já que pacientes de várias doenças, como a diabetes, o Parkinson e o derrame, sofrem com a enurese. O paciente que passa por um procedimento cirúrgico e tratamento que altera o mecanismo de continência da uretra, por exemplo, também pode desenvolver a IU.

Quais são as causas mais comuns da incontinência urinária?

O fator psicológico também pode contribuir para o aparecimento da incontinência, como, por exemplo, o simples barulho de água saindo da torneira, barulho de chuva e quando há uma mudança repentina de temperatura, do quente para o frio.

Outras possíveis causas da IU são:

  • enfraquecimento da válvula que regula a saída da urina (conhecida como esfíncter);
  • gravidez e parto;
  • diabetes;
  • menopausa;
  • efeitos colaterais provocados por cirurgia;
  • efeitos de medicamentos;
  • inflamações ou infecções no trato urinário;
  • prisão de ventre;
  • estresse;
  • distúrbios emocionais ou psicológicos;
  • problemas neurológicos (AVC, esclerose, Parkinson);
  • idade avançada;
  • tumores malignos e benignos;
  • doenças que comprimem a bexiga;
  • obesidade;
  • tosse crônica dos fumantes;
  • quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;
  • bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador.

Devemos levar em consideração também os alimentos que são diuréticos, ou seja, que estimulam a bexiga e aumentam o volume de urina, então é importante evitá-los. Alguns deles são:

  • álcool;
  • cafeína;
  • adoçantes artificiais;
  • refrigerantes;
  • alimentos muito ácidos e cítricos;
  • xarope de milho; e
  • alimentos que são ricos em especiarias e açúcar.

Existem tipos diferentes de incontinência urinária?

Sim, podemos citar 5 tipos diferentes de incontinência urinária.

  1. De esforço: acontece quando a pessoa não tem força muscular pélvica para conter a urina. Com isso, ela pode ter perda de urina sempre que fizer algum tipo de esforço como tossir, espirrar, rir, levantar algo muito pesado, subir escadas ou qualquer outro movimento que pressiona a bexiga.
  2. De urgência: é quando a pessoa sente uma vontade tão grande de urinar que não dá tempo de chegar ao banheiro. Essa vontade urgente e incontrolável é chamada de bexiga hiperativa, uma das causas desse tipo de incontinência urinária.
  3. Por transbordamento: pode ocorrer quando a bexiga está muito cheia, proporcionando vazamentos, ou quando a bexiga não se esvaziou completamente, podendo acontecer gotejamentos.
  4. Funcional: é quando a pessoa sente vontade de urinar, mas está impossibilitada de ir ao banheiro, seja por alguma doença ou por não poder se locomover naquele momento.
  5. Mista: quando a pessoa apresenta incontinência urinária de esforço e de urgência, tendo sempre como sintoma principal a perda da urina.

Quais são os fatores de risco?

Como já citamos no começo do post, a incontinência urinária é mais comum em mulheres. Apesar de não ser uma condição normal, esse problema pode se desenvolver em crianças, adultos e idosos. Outros fatores que também influenciam para o surgimento da incontinência urinária são a idade, obesidade, diabetes e doenças neurológicas.

A incontinência urinária tem tratamento?

Sim. Existe um tratamento específico dependendo do tipo e da gravidade da IU. Ele pode ser cirúrgico, como no caso da IU de esforço, onde é colocado um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço.

Ou por meio de medicamentos e fisioterapia, como no caso da IU por urgência, onde é feito o uso contínuo de remédios que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical e exercícios que ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico.

Quando a incontinência urinária é leve e não incomoda o paciente, o tratamento pode ser descartado, mas existem medidas que são mais simples como mudança comportamental e de estilo de vida que seria evitar excesso de líquido e alimentos diuréticos, realizar micções periodicamente e tratar de problemas clínicos.

Apenas em situações onde o problema pode manifestar doenças graves, como infecção urinária e perda do funcionamento dos rins, que o tratamento é obrigatório.

Como ter certeza se eu tenho ou não incontinência urinária?

Perder involuntariamente uma certa quantidade de urina pode acontecer uma vez ou outra, mas quando os eventos são recorrentes, é preciso procurar um especialista para tirar essa dúvida.

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1 comentário em “Incontinência urinária: 7 coisas que você precisa saber”

  1. Excelente demonstração sobre incontinência urinária que permitirá conversar com o médico em consulta sobre o problema

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