Incontinência urinária em idosos tem cura?
>, Qualidade de Vida, Terceira Idade>Incontinência urinária em idosos tem cura?

Incontinência urinária em idosos tem cura?

A incontinência urinária em idosos não deve ser vista como algo normal pela idade. O quadro tem tratamento, ou pode ser controlado, dependendo do que contribuiu para o surgimento da incontinência.

A incontinência urinária (IU) é o vazamento involuntário da urina. Apesar de poder surgir em pessoas de todas as idade, ela acontece com mais frequência entre os idosos, principalmente aqueles acima de 80 anos.

Muitos idosos se sentem envergonhados quando identificam que estão com esse problema e, por isso, podem se sentir receosos em procurar ajuda, mas é importante procurar um médico, pois ele irá identificar as causas da IU e buscar por um tratamento adequado.

É preciso também ficar atento pois a IU pode afetar o emocional do idoso, fazendo com que ele se isole e deixe de desfrutar de atividades comuns, como sair para fazer uma caminhada ou encontrar com os amigos com medo de que ocorra algum acidente.

Agora que já compreendemos a importância de procurar por ajuda médica, vamos entender melhor sobre como acontece a incontinência urinária nos idosos.

O que pode contribuir para a incontinência urinária em idosos?

As causas do surgimento deste quadro podem vir das mudanças que acontecem no corpo conforme a pessoa fica mais velha e também devido ao uso de medicamentos para algumas doenças crônicas.

Nas mudanças corporais, estão incluídos:

  • enfraquecimento dos músculos pélvicos (no caso das mulheres) e da bexiga;
  • aumento da próstata, no caso dos homens;
  • menor capacidade da bexiga, o que aumenta a frequência do xixi; e
  • diminuição da visão e da capacidade de se movimentar rapidamente, que dificultam a ida ao banheiro a tempo.

Quando falamos do uso de medicamentos, podemos citar:

  • sedativos, como Diazepam, que podem alterar a percepção do idoso;
  • diuréticos, como Furosemida, que podem aumentar a produção de urina;
  • inibidores da enzima conversora, muito usado no tratamento da hipertensão, que tem a tosse como efeito colateral, podendo ocasionar a IU por estresse; e
  • bloqueadores de canal de cálcio, usado para tratamento de doenças cardiovasculares, que levam ao relaxamento da musculatura lisa, ocasionando o aumento da quantidade de urina que fica na bexiga imediatamente após a micção.

Quais são os tipos de incontinência urinária em idosos?

Podemos citar três tipos de Incontinência Urinária em idosos: a noctúria, a transitória e a persistente.

A incontinência urinária noctúria é quando há a necessidade de se levantar da cama mais de uma vez no período da noite para ir ao banheiro urinar, mesmo que a pessoa tenha ido dormir sem vontade de fazer xixi. As queixas desse tipo de IU costumam vir de pacientes com mais de 50 anos.

A transitória é quando a perda involuntária da urina é causada por problemas que podem ser cessados com algum tratamento. Esses problemas podem ser constipação intestinal, medicamentos, infecção, distúrbios psicológicos, dificuldade de locomoção e ingestão de líquidos em excesso.

Já a incontinência urinária persistente é aquela que, como o nome já diz, persiste por mais de 3 meses e não é causada por nenhum dos problemas citados como causas da incontinência urinária transitória. Nesse quadro, a IU por ser classificada em urge-incontinência (bexiga hiperativa), esvaziamento incompleto da bexiga e incontinência de esforço.

Quais são os tratamentos para a incontinência urinária em idosos?

O tratamento vai depender do tipo de IU que o paciente apresenta.

No caso da noctúria, o médico irá avaliar todos os medicamentos que o idoso ingere para ver se algum deles contribui para esse quadro. Se a resposta for positiva, ele pode substituir ou alterar a posologia do remédio. Caso o problema não seja esse, o médico irá receitar remédios que irão ajudar a evitar as idas ao banheiro em excesso durante a noite.

No caso da incontinência urinária transitória, como falamos no tópico anterior, o médico irá identificar o problema que contribuiu para o quadro de IU e orientar o paciente para um tratamento adequado. Enquanto na incontinência urinária persistente a forma de tratamento varia de acordo com a classificação.

Se a pessoa se enquadra na urge-incontinência (bexiga hiperativa), que é caracterizada pela urgência e aumento na frequência urinária, o médico pode receitar medicamentos ou orientar mudanças de hábitos relacionados à ingestão de líquidos e a realização de fisioterapia do assoalho pélvico.

Se o problema é causado pelo esvaziamento incompleto da bexiga, o médico irá avaliar o diário miccional e a história clínica do paciente, podendo orientar a interrupção de algum medicamento que contribui para a incontinência urinária ou um procedimento cirúrgico visando a desobstrução do fluxo urinário.

No caso da incontinência de esforço, o médico pode optar por tratamentos envolvendo medicamentos, fisioterapia, cirurgia e comportamentos que ajude a controlar o quadro, como ir ao banheiro de hora em hora ou sempre após ingerir algum líquido. Dependendo da avaliação clínica, um tratamento pode auxiliar o outro.

Quer saber mais detalhes sobre a incontinência urinária no geral? Confira nosso post onde falamos sobre 7 coisas que você precisa saber sobre incontinência urinária. Boa leitura!

Deixe seu comentário