II CONAIS discute o papel da ciência e inovação, durante o mês de julho

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Nascido na terra da rapadura, forró e cuscuz, o II Congresso Nacional de Inovações em Saúde (II CONAIS), durante os dias  09, 10 e 11 de julho, vai pensar sobre a saúde e inovação frente aos desafios atuais.

O evento é uma iniciativa da Sociedade Cearense de Pesquisa e Inovação em Saúde (SOCEPIS). Para participar, os interessados devem se inscrever no site do II CONAIS e pagar uma taxa de 10 à 25 reais, para estudantes e de 15 a 30 reais, para profissionais da saúde.

O encontro virtual é ilimitado e vai acontecer nas plataformas digitais Youtube ou Doity. Além das conferências, o participante também tem a chance de submeter trabalhos com publicações de anais, participar de minicursos e criar uma lista de contatos com profissionais da mesma área.

Apesar do II CONAIS  ser voltado para alunos da graduação, mestrado, doutorado e pesquisadores da área da saúde e afins, o convite é estendido também para todos aqueles que acreditam no poder de mudança da educação e querem elevar o patamar da saúde para um lugar de esperança.

O “Esquenta”, para entrar no ritmo nordestino do Congresso, começou já no dia 14 de maio (sexta-feira), a partir das 17 horas. O pré-evento transmitiu lives com música de São João. A equipe da SOCEPIS também preparou estantes virtuais e momentos de trocas de vivência entre os inscritos no CONAIS

Nosso objetivo é levar a experiência real de um congresso para dentro da casa do participante”, comentou o presidente e fundador da SOCEPIS, Antônio Diego Costa Bezerra, de 22 anos. 

SOCEPIS: o sonho de um aluno no Ceará que ganhou o Brasil e deseja atingir o mundo

A Sociedade Cearense de Pesquisa e Inovação em Saúde era um projeto de monitoria, focado em pesquisa, que até dezembro de 2019, existia somente para o estudante de enfermagem e marketing, Diego Costa.  

Eu já entrei na faculdade sabendo o mínimo sobre pesquisa e trabalho científico. Só que a minha turma na época, não tinha noção nenhuma. Aos poucos eu percebi que, na própria faculdade, o conhecimento era bem pouco. Eu vi naquele problema uma solução”, compartilhou o universitário.

Aos poucos, Diego começou a ajudar os colegas do Centro Universitário UniFanor – Fortaleza com a produção de artigos acadêmicos. “Eu ensinava o básico sobre pesquisa e fazia isso por gostar mesmo. Às vezes, ganhava 10 reais para corrigir trabalhos científicos, o que era ótimo, porque me ajudava com as passagens para a faculdade”, completa o jovem em meio a uma risada.      

O presidente da SOCEPIS passou 3 anos dentro dessa dinâmica de monitoria solo para estudantes universitários. Até que no final de 2019, Diego percebeu que poderia expandir o projeto e alcançar mais pessoas.

Através dos meus estágio, eu percebi que pesquisa era muito mais que regra ABNT, do que normas. Existe um processo por trás de alcançar pessoas, de difundir o conhecimento e o principal de mudar vidas”, ressaltou o estudante.

Foi perseguindo o sonho de provocar transformação, que Diego encontrou fôlego e meios para fundar a SOCEPIS. Antes da Covid-19, a ideia inicial era manter um projeto presencial, que oferecesse minicursos e circulasse por prefeituras próximas.

Se a pandemia trouxe alguma coisa de bom, foi a aproximação da sociedade com a internet”, comenta Diego. Segundo o fundador, no ano passado, a SOCEPIS conseguiu realizar eventos digitais com mais de mil pessoas, de todo Brasil, devido à maior conectividade. 

Atualmente, a SOCEPIS é uma empresa, formada por acadêmicos e profissionais da saúde especializado em orientar universitários em pesquisas científicas. A sociedade conta com coordenação no Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte. Ao todo são 5 líderes, 7 coordenadores, 30 monitores gerais e 35 monitores somente para o CONAIS.

A expectativa para o II Congresso é atingir o dobro de pessoas, divulgar ainda mais a SOCEPIS, além de relembrar a importância  e a potência de uma da ciência brasileira comprometida com a vida.

“A preocupação com acessibilidade foi o que me motivou participar da SOCEPIS”

Segundo uma pesquisa revelada pelo portal El País, 64% dos brasileiros, incluindo líderes de decisão nas empresas, não conseguem ler ou interpretar conceitos básicos de ciência. 

Nesse mesmo estudo, foi constatado que uma das grandes deficiências da economia brasileira é a falta de inovação, que coloca o país em 64º lugar, entre 142 nações, no Índice Global de Inovação de 2013.

Democratizar o acesso à informação, sobre o conhecimento científico, é uma das maneiras de ir na contramão dessa estatística. Sabendo disso, a acessibilidade tornou-se um dos compromissos macro assumidos pela Sociedade Cearense de Pesquisa e Inovação em Saúde. 

A estudante de enfermagem, da Universidade Regional do Cariri, Kamila de Castro Morais (22), antes de assumir uma das vagas na coordenação da SOCEPIS, já tinha sido monitora e aluna do grupo.  

Kamila revela que foi ver de perto, essa preocupação com a democratização do ensino que despertou o interesse da estudante em seguir e participar, como colaboradora, da Sociedade, em julho de 2020.

Nunca, antes da pandemia, você poderia participar de um evento nacional, com premiação, emissão de anais, por apenas 15 reais. É uma oportunidade oferecida pela SOCEPIS, nesse novo contexto, nunca pensada antes”, comenta a jovem.

Kamila ressalta que além das taxas acessíveis nos eventos pagos, a Sociedade também preconiza a realização de eventos gratuitos uma vez por mês. Os Congressos nacionais, em média, variam de 600 a 900 reais, além do gasto da locomoção e alimentação para assistir o evento.

No próprio instagram do II CONAIS (@CONAIS2021) existem chamadas em libras, incluindo os estudantes com deficiência auditivas, realizada pela monitora Cyelle Fernandes. 

Como participar da SOCEPIS Fazem de Kamila e Diego profissionais melhores?

A capacitação técnica e de gestão são alguns dos benefícios apontados pelos integrantes da SOCEPIS, no entanto, os ganhos não param por aí. Aprender a lidar com o próximo e saber ouvir são outros benefícios que completam a lista de melhoria dos colaboradores.

Hoje em dia, não se forma mais profissional apenas com sala de aula. O estudante atual precisa ter uma capacitação em gestão, em liderança. Precisa ser criativo, saiba se relacionar com pessoas, e principalmente, pensar através de um conhecimento científico“, ressalta Diego. 

O presidente da SOCEPIS admite que, atualmente, não se vê longe da liderança, da inovação e da gestão. Kamila, por sua vez, se reconhece como uma futura enfermeira mais adaptada ao pensamento técnico e inovador, além do respeito ao próximo. 

Qual é a importância dos patrocinadores?

Segundo os gestores da SOCEPIS, o patrocínio ajuda o grupo a garantir a expansão da Sociedade e a melhora dos recursos técnicos. “Vamos utilizar a versão paga das plataformas digitais de transmissão ao vivo, por exemplo”, destaca Kamila.

Na hora de selecionar as parcerias, é importante escolher instituições que acreditem nos mesmo objetivos da SOCEPIS e que se preocupem na capacitação de profissionais e alunos. O II CONAIS já conta com a participação de mais de 10 patrocinadores, incluindo a Maconequi.

A gente acredita que, atualmente, não fazemos nada sozinho“, completa Diego.

 

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