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Febre amarela: causas, sintomas e vacinação

Por |2019-12-26T10:59:02-03:0021/01/2018|Cuidados com a saúde, Prevenção|0 Comentários

A Organização Mundial de Saúde alerta para o crescimento da febre amarela no Brasil. Entre o segundo semestre de 2016 e junho de 2017, foram mais de 700 novos casos, com 261 mortes. Os casos já configuram um surto e o aparecimento de infecções fora dos locais de risco preocupa.

A febre amarela apresenta um risco para a saúde. Aprender sobre a doença é uma importante forma de proteger sua família. Confira no post as causas, os sintomas e a vacinação, principal forma de prevenção.

Causas da febre amarela

A doença é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes em regiões de campo e de floresta. O Brasil está livre da forma urbana da doença desde 1942. No entanto, sua forma silvestre ainda é um risco para a população.

Acontece assim: os mosquitos adquirem o vírus ao picar um macaco infectado em uma região de mata, ou mesmo em um parque. Esse transmissor passa o vírus para uma pessoa da mesma forma, com a picada.

O Haemagogus e Sabethes, no entanto, não voam muito e morrem pouco depois de saírem dessas regiões. Portanto, apenas pessoas que moram próximas aos locais de risco costumam ser infectadas.

Febre amarela urbana

Para ser transmitida, a febre amarela precisa necessariamente de um vetor. No caso, o mosquito. Ela nunca é passada de pessoa para pessoa, nem do macaco diretamente para a pessoa.

Em seu último surto urbano, a doença era transmitida pelo Aedes aegypti. Atualmente, porém, os especialistas acreditam que não há grandes riscos desse mosquito voltar a transmitir a febre amarela. Apesar de serem ótimos hospedeiros de vírus como o da dengue e o da chikungunya, o da febre amarela não se adapta com tanta facilidade ao organismo desse mosquito.

Sintomas da febre amarela

Depois da infecção, os sintomas da febre amarela costumam demorar de três a sete dias para surgir. A doença tem duas fases: a aguda, que é a forma mais branda, e a tóxica, bem mais grave, mas com pouca incidência.

Os principais sintomas da fase aguda são:

  • Febre;
  • dores musculares, especialmente na região das costas e nos joelhos;
  • sensibilidade à luz;
  • dor de cabeça;
  • perda de apetite;
  • náuseas, vômitos ou ambos;
  • tontura;
  • rosto, olhos ou língua vermelhos.

Depois que esses sintomas passam, aproximadamente 15% das pessoas desenvolvem a segunda fase. Ela tem taxa de mortalidade relativamente alta. Os sintomas são:

  • Icterícia (coloração amarelada da pele causada por danos no fígado);
  • falência renal;
  • sangramento do nariz, olhos ou boca;
  • urina escura;
  • frequência cardíaca lenta;
  • disfunção cerebral, incluindo delírios, convulsões e coma.

Vacinação contra a febre amarela

A vacinação é a principal forma de combate à febre amarela. A imunidade é adquirida em aproximadamente 30 dias após a dose. Até abril de 2017, o Brasil ainda adotava o método com duas doses. A OMS, no entanto, garante que apenas uma delas é suficiente para a imunidade vitalícia, isto é, que dura para sempre.

Há ainda a dose fracionada, que contém um quinto do conteúdo da vacina padrão. Essa forma foi adotada em janeiro para conter o surto no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. A pessoa vacinada com ela estará protegida por aproximadamente oito anos.

Pessoas para quem a vacina não é recomendada

A febre amarela pode ser contraída por qualquer pessoa. No entanto, nem todos estão totalmente livres para se vacinar.

  • Crianças com menos de 9 meses;
  • mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
  • quem tem alergia grave ao ovo;
  • quem vive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350;
  • em tratamento com quimioterapia/ radioterapia;
  • portadores de doenças autoimunes;
  • em tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Pessoas que precisam de avaliação médica para se vacinar

Existe alguns grupos de pessoas que não são proibidas, mas precisam ficar atentas. Nesses casos, o recomendado é procurar um médico antes da vacinação.

  • Idosos com mais de 60 anos;
  • pessoas que passaram por tratamento de quimioterapia e radioterapia;
  • portador de doenças hematológicas (do sangue), renais e hepáticas;
  • gestantes;
  • e pessoas que fazem uso de medicamento corticóide.

Quer saber se o seu município faz parte da área de risco? Consulte a lista.

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