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Falta de ar: o que pode ser e o que fazer nessa situação?

Por |2019-12-19T10:01:09-03:0022/02/2019|Cuidados com a saúde, Prevenção|0 Comentários

A falta de ar causa bastante incômodo, além de ser potencialmente perigosa. Na situação de dispneia — termo médico para o problema —, o indivíduo tem a sensação de que não consegue inalar a quantidade de ar que precisa, o que deixa a respiração rápida e entrecortada.

A dispneia pode surgir devido a várias causas, como problemas cardíacos ou pulmonares, obesidade, distúrbios de sono etc. Independentemente do fator de origem, a falta de ar precisa ser rapidamente controlada para que os níveis de oxigênio nos tecidos não diminuam, com consequências graves e até mesmo fatais.

Continue a leitura e veja o que pode motivar uma crise de falta de ar.

Causas da falta de ar

A respiração pode ser comprometida por inúmeros fatores. Entre eles, a obesidade, a falta de condicionamento físico e uma reação alérgica mais forte. Durante a gravidez a mulher também pode sentir falta de ar devido à pressão do útero sobre os pulmões.

Todas essas causas devem ser tratadas para que a pessoa tenha mais qualidade de vida. Outros motivos da dispneia que merecem atenção estão descritos abaixo.

Insuficiência cardíaca

Alguns problemas no sistema cardiovascular comprometem a respiração, especialmente após ações que exigem mais esforço físico. A insuficiência cardíaca, por exemplo, costuma fazer com que o paciente se sinta sufocado, sintoma que vem acompanhado ou precedido de dor no peito.

Doenças respiratórias

Pneumonia, bronquite asmática, embolia pulmonar: essas e outras doenças do sistema respiratório estão diretamente relacionadas a quadros de dispneia. Normalmente, os pacientes também apresentam sinais como tosse persistente, excesso de muco e febre.

Problemas psicológicos

Pessoas que sofrem de problemas psicológicos, como ansiedade ou síndrome do pânico, podem sofrer de falta de ar em seus momentos de crise. Esses distúrbios têm raiz emocional, mas afetam seriamente o corpo com outros sintomas, como tremores, fraqueza e dor no peito.

Distúrbios do sono

Alguns distúrbios no sono também afetam a capacidade de respiração. É o caso da dispneia paroxística noturna (que normalmente está associada a problemas cardíacos ou respiratórios) e da apneia do sono. Além disso, o próprio cansaço decorrente de noites de sono insuficientes pode levar à falta de ar durante o dia.

Objetos nas vias aéreas

A inalação de pequenos objetos pode obstruir as vias aéreas e prejudicar a respiração. A situação é especialmente preocupante quando quem apresenta a dispneia é um bebê ou uma criança, pois pode ser mais difícil saber que há algo atrapalhando a respiração.

Leia também o nosso texto sobre principais problemas respiratórios em crianças.

Procedimentos imediatos

Quando a crise de falta de ar é persistente ou muito intensa, a pessoa deve ser levada para um hospital imediatamente devido ao risco de hipoxemia — a falta de oxigênio nos tecidos que pode levar a danos irreversíveis.

No entanto, enquanto é feito o trajeto até o hospital ou mesmo para fins de controle, vale a pena contar com um oxímetro para medir continuamente a oxigenação do sangue. Outra dica é recorrer a um nebulizador para umidificar as vias aéreas e diminuir o incômodo.

Também é indicado que não haja acúmulo de pessoas em volta do paciente e que suas roupas sejam folgadas. Para minimizar a falta de ar, o esforço de respiração deve ser consciente. Vale a pena contar cada movimento, inspirar profundamente com o nariz e expirar lentamente pela boca.

Consulta ao médico

Mesmo após a emergência ser resolvida, o paciente precisa investigar as causas da falta de ar para que a situação não ocorra novamente e para que o problema de base seja tratado. Em primeiro lugar, pode-se consultar um clínico geral para realizar exames amplos, como raio-x de tórax, glicemia, espirometria e outros.

O médico também fará uma série de perguntas, como: quando a falta de ar surgiu? Com qual frequência ocorre? Existem outros sintomas? De acordo com os primeiros resultados da investigação, o paciente será encaminhado para um médico especialista, a depender das suspeitas iniciais e dos exames com alteração.

Como você viu, emergências acontecem e é bom estar preparado. Por isso, veja também nosso post sobre os 5 aparelhos médicos que você precisa ter em casa!

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