“Fala, Medcaster!”: podcast produzido por estudantes simplifica a medicina para alunos da saúde e pacientes

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Você já teve dificuldades de entender alguma explicação, receita ou orientação médica? Na intenção de descomplicar a medicina para futuros médicos e pacientes, quatro amigas da Universidade Rio Verde (Goiás) em agosto de 2020, criaram o podcast “Fala, Medcaster!”. 

Segundo um estudo realizado pela Associação Médica do Reino Unido, Royal College of General Practitioners, 48% dos pacientes têm dúvidas sobre os esclarecimentos ou diálogos realizados nos consultórios.

Para a pesquisa, a incompreensão é resultado da baixa alfabetização em saúde dos pacientes. Ao invés das consultas serem esclarecedoras e resolverem problemas, elas acabam se tornando enigmas excludentes.

De início, o podcast era somente um trabalho de faculdade. Hoje já conta com mais de 10 episódios no Spotify, Deezer, entre outros aplicativos de áudio. 

Quer conhecer melhor o “Fala, Medcaster!”? Então é só continuar a leitura do artigo abaixo.

“Fala, Medcaster!”: da sala de aula direto para as plataformas de podcast

As alunas Caroline Dal Paz (22), Luma Rodrigues de Moura (29), Millena Lima Pascoal (23) e Ellórah Senn Fuzari (19) contam que a ideia do projeto nasceu a partir de uma aula preocupada em informar a população sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Desenvolver um podcast foi a maneira mais criativa e segura de conversar com muitas pessoas, ao mesmo tempo, durante a pandemia. A experiência da produção de um episódio foi tão positiva que, ao invés do projeto acabar por ali, outros novos 13 episódios foram criados.

As temáticas abordadas pelo “Fala, Medcaster!” variam desde análise de casos clínicos, currículo médico, até o esclarecimentos de diagnósticos como Hipotireoidismo, Transtorno de Déficit de Atenção, Transtorno do Espectro do Autismo e muito mais.

De acordo com as fundadoras do podcast, o objetivo do canal informativo é produzir episódios que atendam tanto os acadêmicos de medicina, como a própria população. Em até 30 minutos, as universitárias e convidados simplificam e aproximam a temática do episódio, para qualquer pessoa interessada em dar play no “Fala, Medcaster!”.

Feedback positivos do podcast “Fala, Medcaster!”!

Além das métricas contabilizadas pelos aplicativos de áudio, as alunas contam que, durante a semana de provas, diversos outros estudantes agradecem pelos resumos postados nos episódios do “Fala, Medcaster!” e na conta do instagram.

Um dia desses, recebemos o comentário de um seguidor que perguntou se estávamos fazendo as provas da faculdade, porque postamos os nossos resumos alguns minutos antes e logo caia umas 5 questões, do mesmo tema, lá na prova”, conta Elloráh Senn rindo .“Isso é gratificante, porque significa que nosso trabalho de ajudar outros estudantes está dando certo”, completa Luma Rodrigues.

Os melhores feedbacks, no entanto, aconteceram a partir do Minicurso de Primeiro Socorros, realizado nos dias 8 e 9 de junho. Ao todo foram reunidos mais de 60 universitários. O minicurso teve o objetivo de reunir recursos para pagar as plataformas de distribuição do podcaster.

Fala de caso clínico!”: parceria com a MD Spirit

No próximo semestre de 2021, o “Fala, Medcaster!” junto a MD Spirit, vão desenvolver o projeto “Fala de caso clínico!”. A série é pensada exclusivamente para os profissionais da saúde. Os episódios serão focados na discussão de casos clínicos sobre diversas doenças, vivenciadas na prática médica.

Uma das preocupações nessa nova série do podcast é escolher casos que conversem com diversas áreas da medicina. De acordo com as universitárias, a nova série e o reconhecimento por instituições como a MD Spirit e as Lojas Maconequi são exemplos de feedback positivos, que comprovam conquistas do podcast, e servem de incentivo para manter o “Fala, Medcaster!” a todo vapor. 

Acreditamos na máxima que ‘sonho que se sonha sozinho é apenas um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade’. A gente aproveita o espaço para agradecer a equipe da MD e a Maconequi”, destaca Caroline Dal Paz.

“A comunicação não foi difícil, mas já a produção de conteúdo é desafiadora”

Começar a lidar com pessoas não somente nos consultórios,  mas também a partir da produção de conteúdo, em partes, foi até tarefa fácil. As alunas admitem que a missão de desenvolver o diálogo, com os profissionais convidados e internautas, aconteceu de maneira natural.

O desafio está na necessidade de pensar conteúdo de maneira estratégica e responsável. “Temos a preocupação em escolher qual o profissional que vai entrar na roda de conversa conosco, pois as informações passadas precisam ser verdadeiras e nós somos o único filtro para certificação disso. Outro desafio é entender os algoritmos das redes sociais, que nem sempre nos favorecem”, ressalta Millena Pascoal. 

Para as universitárias, a prática médica e a produção de conteúdo estão diretamente relacionadas já que ambas têm a capacidade de ir além dos ouvintes, atingindo outros indivíduos, até comunidades inteiras. 

Como começar projetos independentes como o podcast “Fala, Medcaster!”?

Para quem tem o desejo de apostar em projetos independentes e inovadores como o podcast, mas ainda tem dúvidas de como fazer, as produtoras do “Fala,Medcast!” aconselham começar se envolvendo em ideias que você realmente acredite e queira produzir.

É essencial ser um projeto que a pessoa se identifique. Sempre recebemos pedidos de dicas sobre como fazer um podcast, mas nunca conseguimos responder. A questão é que nós quisemos fazer isso no amor ou no ódio, então a gente ia e finalizava. No final, para nós vale a pena toda a pesquisa e o desempenho de 100%”, comenta Ellórah.

Saber das novidades e temáticas fortes da sociedade, se inspirar em projetos de qualidade, estar atento aos feedbacks, se permitir escutar críticas e conselhos, além de se dedicar, da maneira que puder, são outras dicas apontadas pelas universitárias.

Para os iniciantes, a baixa infraestrutura para a produção do projeto pode desanimar, mas Carol, Luma, Ellorah e Millena garantem que o diferencial é ter a coragem de iniciar. “O Ideal é começar com o que você tem ao alcance, e fazer o melhor que puder!”, compartilha Carol.

Apesar de ainda estarem somente no terceiro período da graduação, as jovens pretendem profissionalizar e manter a produção do “Fala, Medcaster!” na rotina da faculdade mais tranquila ou agitada. As meninas consideram a possibilidade de expandir a equipe no decorrer dos anos, para facilitar a criação dos episódios.

Já no começo da faculdade, as produtoras conseguiram aumentar seu networking, além de conquistar credibilidade e reconhecimento na própria universidade e redes sociais.

Ei, gostou de conhecer o “Fala, Medcaster!”? 

Então não deixe de acompanhar o podcaster nas plataformas de áudio como Deezer, Spotify, Spreaker, Podcast África, Podchaser e Google Podcasts. Siga também nas redes sociais e não esqueça de compartilhar o artigo com amigos e familiares! 

 

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