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Esclerose múltipla: sintomas e como identificá-los no paciente

A esclerose múltipla é considerada uma doença crônica e autoimune, ou seja, decorre de uma disfunção no sistema imunológico. As células de defesa do organismo começam a afetar o sistema nervoso central, a medula e o cérebro. Os sintomas de esclerose são amplos e se manifestam em surtos imprevisíveis.

As causas ainda não são conhecidas, mas sabe-se que as mulheres têm mais chances de desenvolver o problema, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). O problema também costuma acometer mais os caucasianos com idade entre 20 e 50 anos.

Apesar de ainda não ter cura, a doença pode ser tratada de modo que o paciente consiga conviver com os sintomas durante as crises e, dessa forma, a qualidade de vida seja preservada. Para entender mais sobre essa doença, conhecer os seus sintomas e os tratamentos mais comuns, continue a leitura!

O que é a esclerose múltipla?

Como as demais doenças autoimunes, a esclerose parte de uma reação de defesa do organismo, que começa a atacar seus próprios componentes. Nesse caso, há a degradação da bainha de mielina — uma camada que reveste os neurônios do sistema nervoso.

O resultado são surtos decorrentes de uma comunicação ineficaz entre os nervos e as demais partes do corpo. Dessa forma, a depender da área afetada durante a crise, o paciente pode ter complicações motoras, cognitivas, sensitivas ou cerebelares.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas de esclerose múltipla são imprevisíveis, tanto em sua abrangência e intensidade quanto na periodicidade de ocorrências: essa é a principal característica da doença. Os surtos podem ser frequentes e mais graves ou com espaçamento de anos e com manifestações discretas. A partir disso, há três classificações:

  • esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR): os sintomas duram menos de uma semana e não voltam a aparecer em meses ou anos;
  • esclerose múltipla progressiva-primária (EMPP): não há surtos expressivos, mas os sintomas são degenerativos e evoluem lentamente;
  • esclerose múltipla progressiva-secundária (EMPS): também se manifesta em surtos, mas os sintomas levam a sequelas de difícil recuperação e de evolução progressiva.

Como você já sabe, os sinais da doença são amplos e muito variáveis. Alguns pacientes podem vivenciar vários surtos sem notar os sintomas de esclerose quando eles são mais sutis, como tremores ou turbações na visão. Apesar disso, é comum que o quadro envolva:

  • fadiga e fraqueza muscular;
  • espasmos e formigamento nos membros;
  • incontinência urinária;
  • falta de equilíbrio;
  • problemas na cognição;
  • crises de depressão;
  • disfunção erétil;
  • dores crônicas;
  • visão embaçada.

Como diagnosticar a esclerose?

O diagnóstico é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente, a incidência e a intensidade do quadro. Em caso de suspeita, o médico neurologista deve solicitar uma ressonância magnética para verificar se realmente há degradação da bainha de mielina.

Se o paciente faz parte do grupo de risco — mulheres brancas entre 20 e 40 anos — ou, principalmente, se há histórico de doença autoimune na família, a atenção aos primeiros sintomas de esclerose múltipla deve ser ainda maior para que os tratamentos sejam precoces.

Como é o tratamento para a doença?

A esclerose múltipla é tratada com os objetivos de abreviar a fase de surto e aumentar o espaçamento entre as crises, já que ainda não há cura conhecida para a doença. Por isso, podem ser indicados corticosteroides e imunossupressores, além de outros medicamentos para controle das manifestações.

O acompanhamento deve ser feito por toda a vida do paciente e, embora não alterem a evolução da doença, a prática de atividades físicas e a fisioterapia contínua ajudam a amenizar os sintomas de esclerose durante os surtos. Por fim, vale a pena contar com apoio psicológico, da família e profissional, para conviver com o problema.

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