Enxaqueca: conheça os tipos e os sintomas dessa doença

| |

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 31 milhões de brasileiros, a maioria entre 25 e 45 anos, convivem com a enxaqueca crônica. E entre essas pessoas que sofrem com o problemas, cerca 80% são do sexo feminino. 

E se engana quem pensa que a enxaqueca é algo trivial ou frescura. Ela é a sexta doença mais incapacitante do mundo e traz muitos prejuízos para quem convive diariamente com ela. 

E, se você tem interesse em saber mais sobre esse problema de saúde, continue lendo este conteúdo feito especialmente para você. Boa leitura!  

O que é enxaqueca

A primeira coisa que deve ficar clara é que a dor de cabeça não é enxaqueca. Na verdade, uma coisa é bem diferente da outra. 

A dor de cabeça se concentra apenas na cabeça ou em áreas muito próximas, como a nuca, a mandíbula e os seios da face. Já a enxaqueca, além da dor, vem acompanhada de intolerância à luz, ao barulho, alterações visuais, vômitos e uma sensação de mal-estar generalizado. 

Ou seja, a enxaqueca é uma doença crônica que compreende vários sintomas que surgem na forma de crises que podem durar entre 4 horas a 3 dias. 

A dor de cabeça é quase sempre o sintoma mais intenso que mais chama atenção e que, por isso, leva a pessoa ao médico. Porém, ela também pode ser leve ou até mesmo inexistente, apenas com os outros sintomas.

Tipos de enxaqueca e os sintomas de cada uma

Existem mais de 200 tipos de enxaqueca, com diferentes causas e sintomas. Mas para facilitar, listamos abaixo os 6 tipos mais comuns.

1. Enxaqueca com aura

A crise de enxaqueca com aura é precedida por uma radiação de dor e sintomas neurológicos como parestesia (formigamento) em partes do corpo ou pontos cegos no campo de visão (aura). 

A dor é violenta, pulsátil, normalmente em um lado da cabeça e piora com a atividade física.

Pode vir acompanhada de náusea, vômito e intolerância ao barulho e luz.  

2. Enxaqueca oftálmica

Nesse tipo, a dor é precedida por uma radiação de dor na região dos olhos.

Podem ocorrer também alterações no campo da visão.

3. Enxaqueca episódica

São enxaquecas com radiação de dor que são caracterizadas pela variação de duração das crises entre 4 a 72 horas. 

Acontecem mais de uma vez por mês. 

4. Enxaqueca crônica

Enxaqueca que persiste por longos períodos e recidivas aparecem com frequência. 

É comum encontrarmos pacientes que sofrem com crises de enxaqueca durante mais de 14 dias por mês. 

5. Enxaqueca menstrual

Esse tipo, como o próprio nome já diz, ocorre antes, durante ou logo após o período menstrual, praticamente todos os meses. 

Aqui, o fator hormonal é crucial para o quadro.

6. Enxaqueca  frontal

Dor similar a pressão ou aperto, frequentemente descrito como um peso localizado na parte frontal direita ou esquerda da cabeça. 

Não piora com atividade física e não vem acompanhada de vômitos ou distúrbios visuais.

Causas da enxaqueca

Uma crise pode ser desencadeada por vários fatores que variam de pessoa para pessoa, como por exemplo: 

  • Menstruação;
  • Estresse; 
  • Determinados alimentos ou bebidas; 
  • Ficar muito tempo em jejum; 
  • Certos odores;
  • Luz intermitente;
  • Ar condicionado;
  • Alterações no sono, como dormir pouco ou dormir muito;
  • Saídas da rotina em geral.

Por fim, é interessante notar que as crises de enxaqueca podem ser precedidas por alterações do humor, como euforia, depressão ou irritabilidade.  O apetite também pode se alterar algumas horas ou um dia antes das crises. Pode surgir uma vontade irresistível de comer doces ou então a perda total do apetite.

Enxaqueca e qualidade de vida

A dor de cabeça e os demais sintomas da enxaqueca podem ser muito intensos e incômodos a ponto de impedir o indivíduo de exercer suas atividades rotineiras. 

As crises tornam o paciente irritável e podem, literalmente, obrigá-lo a ficar deitado, em um quarto escuro e em silêncio durante horas ou dias.

A enxaqueca pode destruir a qualidade de vida do seu portador e das pessoas ao redor. Por isso, é fundamental procurar ajuda médica, investigar as causas do problema e tentar diminuir a frequência e a intensidade das crises

Gostou do nosso artigo? Então, que tal conferir outros conteúdos sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida aqui no nosso blog?

Anterior

Quantas horas devemos dormir para ter uma boa qualidade de sono?

O que é lordose: conheça os tipos, os sintomas e as causas

Próximo

Deixe um comentário