III JAMEG discute sobre o currículo ideal para as vagas de residência médica

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Para os alunos que começam o curso de medicina, se especializar é uma das metas a ser realizada dentro dos planos acadêmicos de se formar. De acordo com a demografia revelada em 2020 pelo Conselho Federal de Medicina, o Brasil tem mais de 500 mil médicos, dos quais somente 200 mil possuem especialização.

A pequena porcentagem de médicos especializados é resultado da alta concorrência pelas vagas de residência em todo país. A missão não é nada fácil: além de provas objetivas e oral, existem também a análise de currículo, que compara as diversas trajetórias dos alunos durante a graduação.

A III Jornada Acadêmica de Medicina de Goiatuba (JAMEG), realizada pelo Centro Universitário de Goiatuba (UniCerrado), nos dias 09 e 11 de setembro, tem como uma das finalidades centrais orientar os acadêmicos a como se preparem para a residência médica desde o 1º período. Além de também orientarem médicos recém formados sobre como ingressar de melhor forma no mercado de trabalho.

O evento é híbrido, sendo as palestras virtuais e os mini cursos presenciais. Para participar é preciso pagar uma taxa de 100 reais pelas mesas redondas online, e 25 reais por cada minicurso. As temáticas das aulas práticas são sutura, interpretação de hemograma, suporte básico de vida e intubação oro traqueal. As inscrições são feitas no site oficial do JAMEG.

Se você não sabe a importância de um currículo para a residência médica dos sonhos, nem como se preparar nesse finzinho de graduação, é só continuar na leitura do artigo para entender como o III JAMEG pode te ajudar.

Afinal, por que é tão importante ter um currículo que se destaque?

A análise curricular representa no mínimo 10% da nota final nas seleções de Residência Médica. Esse valor pode variar de acordo com a instituição, mas nenhuma prova, atualmente no Brasil, abre mão da checagem de currículo. 

Em geral, a dinâmica das provas de residência são: uma fase eliminatória e classificatória e uma segunda fase somente classificatória. É nessa última etapa que está a análise de currículo dos candidatos, logo depois é liberado o resultado final dos aprovados. Ou seja, pode acontecer das suas qualificações prévias, registradas no currículo, desempatar a vaga e garantir o seu lugar na residência tão desejada.

Se você pensa que é possível amadurecer o seu currículo acadêmico somente a partir de períodos mais avançados, o Presidente do Centro Acadêmico HEFREN, João Victor Teodoro Pires de Barros (25) destaca que o ideal é começar a acumular vivências desde o primeiro semestre.

A verdade é que quando o aluno entra na faculdade, ele pensa que conforme for passando o tempo, ele vai conseguindo montar esse currículo e no final se engana. Porque quando você estuda mais afinco, você percebe o quanto difícil e concorrido são as vagas. Então, todo tempo e oportunidade conta, não dá para montar só no final”, aconselha o universitário.

Para João Victor Pires, o fato de alguns acadêmicos não serem familiarizados com a pesquisa e extensão, pode explicar o alto desconhecimento dos alunos a respeito da importância das atividades extra curriculares para a sua formação. Principalmente aquelas que atendem o precioso tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão.

Como o JAMEG pretende ajudar os inscritos na formação de um currículo de destaque para residência médica? 

O convidado para comandar a mesa redonda “Construção de Currículo” é o Doutor Pedro Miranda. Ele é médico radialista pelo HC-UFG, presidente da Associação Brasileira de Simulação Médica (ABSM), Mestre em Atenção a Saúde pela PUC-GO, professor universitário, criador do método DSM30 e uma das personalidades “Forbes 30 Under 30” de 2020.

A palestra pretende apontar possíveis caminhos que os estudantes podem optar para enriquecer sua trajetória acadêmica até a residência, como participar de estágios, monitoria, ligas acadêmicas, participações em congressos, trabalhos voluntários, iniciativas independentes, entre outras. O objetivo é fazer o aluno entender como essas atividades extracurriculares vão aproximá-lo ainda mais da vaga de residência e escolher aquelas que mais se identificam.

O Doutor Pedro Ernesto também vai explicar como o planejamento curricular deve ser feito, independente de qual período o estudante esteja e qual especialidade tenha escolhido. Ao todo, mais de 500 acadêmicos de medicina e médicos foram aprovados nas principais provas do Brasil (residências, revalida, provas de títulos e outras) com a ajuda do médico convidado.

“Formei e Agora?” JAMEG também discute como médicos recém formados devem se preparar para o mercado de trabalho. 

As orientações oferecidas pela Jornada não ficam limitadas a quem ainda está no processo de graduação. O evento também se preocupou em garantir instruções para quem já está quase com o diploma na mão.

Alguns colegas não sabem, por exemplo, que o plantão sobre pessoa física, precisa ser pago um imposto de 27% pelo serviço ao mês. Já como pessoa jurídica, esse valor diminui para quase metade. Outra situação pouco conhecida é que, o profissional homem, quando concluir sua formação médica, precisa se alistar novamente. O objetivo dessa mesa é pontuar esses cuidados simples que o médico recém formado deve ter para facilitar sua atuação e entrada  no mercado”, ressaltou o Diretor de Cultura e Vivência do JAMEG Idari Francisco de Oliveira Netto (29).

A palestrante responsável pela mesa é a Doutora Natália Daniela Lopes, formada pelo Centro Universitário do Maranhão. A médica concluiu estágio na categoria de Observership em Cirurgia Geral no Montefiore Hospital, localizado em Nova York. Atualmente, Natália é médica plantonista no Hospital Yutaka Takeda e atendimento clínico na Clínica Impar.

Refletir sobre como o médico recém formado deve fazer para conseguir seu primeiro plantão e manter seus estudos de residência, também entrar na lista de assuntos conversados durante a mesa.

Onde estão os médicos recém formados no Brasil ?

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) apontou que, após passar pela graduação, que dura cerca de seis anos, a maior parte dos médicos ouvidos (2.705) faz a opção de trabalhar em hospital

Em segundo lugar aparece a busca pelo consultório particular (1.670), seguida pelos postos de saúde (1.802) e pelo Programa Saúde da Família (750). Ainda de acordo com a pesquisa, para 2.579 recém-formados, o foco é a residência, e as áreas mais pretendidas são: pediatria (400), ginecologia (245) e medicina de família (58).

O que motiva a organização do JAMEG?

Contribuir com a formação acadêmica de outros estudantes de medicina, seja do próprio Centro Universitário de Goiatuba ou de todo Brasil, através da realização do JAMEG, não é a única motivação dos gestores do evento.

Mateus Moreira Dias (24), que é Vice-presidente do Centro Acadêmico HÉFREN, conta que os alunos envolvidos com a organização da Jornada, além dos acadêmicos que formam o Centro Acadêmico, têm o objetivo macro de contribuir com o futuro da UNICERRADO, impactando no aprendizado das atuais e futuras turmas do curso de medicina na instituição.

O nosso curso é novo, existem algumas dificuldades, principalmente agora devido a pandemia, mas ainda sim somos motivados a somar na nossa graduação. Seja por nós, ou pelos futuros colegas, que estão vindo por aí. Pra mim é muito agregador e especial contribuir com centro acadêmico, eventos, ligas. Eu mesmo já cresci muito”, comenta Mateus Moreira.

Entre os encontros mais esperados, na programação do JAMEG, pelos alunos Mateus, Idari e João Victor entraram a palestra “E aí formei?”, o bate papo de encerramento com o Doutor José Wanderley Neto e os minicursos presenciais com atividades práticas de sutura, interpretação de hemograma, suporte básico de vida e intubação oro traqueal.

Se você também ficou ansioso e quer garantir o seu lugar na III Jornada Acadêmica de Medicina de Goiatuba é só se inscrever no site do evento. Relembrando: para participar das mesas redondas virtuais, o participante deve pagar o valor de 100 reais. Já os minicursos, o valor é de 25 reais cada.

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