Como funciona o curativo a vácuo?

Só quem tem ou já teve alguma ferida aberta e com problemas de cicatrização ou uma queimadura grave sabe o quanto é sofrido passar por esse processo. Trocas de curativos dolorosas e demora na recuperação acabam desanimando o paciente.

Pensando na melhor forma de tratar esses enfermos, algumas clínicas e médicos fazem uso do curativo a vácuo (VAC). Ele é capaz de diminuir significativamente as dores e desconfortos do paciente e é usado para cicatrizar feridas de forma mais rápida e eficaz.

O curativo a vácuo é composto por uma espuma feita de poliuretano que é ajustada no tamanho e na profundidade da ferida. Essa espuma é selada por um filme que por sua vez é conectado a uma bomba de vácuo que controla a graduação e a frequência da sucção.

Um dos seus vários benefícios inclui o menor número de trocas de curativos. Como o tempo de cicatrização é mais rápido, as trocas também são menores. Isso significa menos exposição do paciente à dor e ao desconforto de mexer na ferida.

Quais são as indicações de uso para o curativo a vácuo?

O vácuo nada mais é que uma pressão negativa que a espuma faz na ferida por meio da bomba de sucção. Esse processo tem como objetivo estimular a formação de novos vasos sanguíneos, o que aumenta o fluxo do sangue nos tecidos e favorece a cicatrização.

O VAC remove os fluidos da ferida, diminui o inchaço do local, a carga bacteriana e aproxima as bordas da lesão, diminuindo também o tamanho da ferida. Sendo assim, ele é indicado nas seguintes situações:

  • Mediastinite (inflamação da cavidade torácica);
  • queimaduras;
  • feridas secas ou exsudando;
  • enxertos de pele (melhor fixação do transplante);
  • feridas ortopédicas;
  • lesão por pressão;
  • feridas infectadas;
  • tratamentos de feridas diabéticas;
  • injúrias em tecidos moles (exposição óssea ou não);
  • feridas pós traumáticas e pós operatórias;
  • úlceras de estase; e
  • síndrome do abdome aberto, compartimental e Fournier.

O curativo a vácuo também tem algumas contraindicações, como o uso em fístulas para órgãos ou cavidades do corpo, em tecido necrosado em escara, no caso de osteomielite sem tratamento e com malignidade na ferida.

Como o curativo a vácuo age na ferida?

Os benefícios da pressão negativa no leito da ferida podem ser explicados através de três mecanismos:

Redução no excesso de exsudato

O fluido removido pelo curativo contém componentes que podem prolongar a inflamação, causar edema e comprometer a cicatrização. A remoção desse exsudato em excesso resulta no controle microbiológico e manutenção da umidade ideal da ferida, fatores que são importantes para a cicatrização.

Redução do líquido intersticial

Isso reduz o edema, descomprimindo o tecido. Como resultado, o fluxo sanguíneo é aumentado, possibilitando perfusão tecidual, angiogênese, aumento do suprimento de oxigênio, leucócitos, nutrientes e fatores de crescimento que são importantes para a cicatrização.

Efeitos que induzem ao aumento do fluxo sanguíneo

Esse tipo de terapia resultam em dois efeitos físicos muito importantes para a cicatrização: o estresse mecânico e o gradiente de pressão, que induzem a um aumento do fluxo sanguíneo, além de crescimento e proliferação celular na área da ferida. 

Curativo a vácuo (VAC) usado em ferida na perda. (Foto: Rede Primavera de Saúde)

Quais são os benefícios dessa técnica?

Além do menor número de trocas de curativos, como falamos no começo deste post, outros benefícios do curativo a vácuo são a diminuição do tempo de internação, fácil manuseio do curativo, e por consequência, uma melhor qualidade de vida para o paciente.

O uso dessa técnica também reduz a demanda de assistência direta (enfermagem), custo reduzido (se comparado às demais opções de tratamento) e menos odor e vazamento na ferida, promovendo um conforto maior ao paciente.

Diminuição do tempo de internação

Como o tratamento é mais rápido com o uso do curativo a vácuo, o tempo em que o paciente precisa ficar no hospital acaba diminuindo.

Fácil manuseio do curativo

Em vez de utilizar uma série de produtos como pomada, gaze, ataduras, fitas e esparadrapos para realizar um curativo, apenas um aparelho é necessário. 

Melhor qualidade de vida para o paciente

Sem a necessidade de passar por processos dolorosos e cansativos de trocas de curativos complexos e uma longa permanência no hospital, a qualidade de vida com certeza melhora.

Reduz a demanda de assistência direta

Como o curativo a vácuo é mais prático do que outros tipos de curativos, qualquer pessoa que tenha recebido uma orientação inicial de um profissional pode manuseá-lo.

Custo reduzido

Pelo lado profissional, sai muito mais em conta adquirir curativos a vácuo do que centenas de outros produtos necessários para fazer um curativo convencional acrescentando ainda o custo de cirurgias que muitas das vezes nem são eficazes.

Menos odor e vazamento da ferida

O curativo a vácuo colabora para a remoção do excesso de exsudato, um fluido que contém células ou tecidos mortos ou danificados, microrganismos, enzimas proteolíticas e outros componentes que podem prolongar a inflamação (causando um cheiro ruim).

Você já conhecia esse tipo de curativo ou conhece alguém que já precisou usá-lo? Conte pra gente nos comentários!

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