Quais cuidados devemos tomar com a saúde de pessoas com Síndrome de Down? 

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Atualmente existem cerca de 270 mil pessoas com Síndrome de Down, no Brasil. Nesse sentido é importante entender como proporcionar bem estar e qualidade de vida para elas.

Geralmente pessoas com essa síndrome têm mais chances de ter alguns problemas de saúde. Nesses casos é essencial proporcionar acompanhamento médico contínuo.

Por isso, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição são algumas das especialidades médicas necessárias para cuidar melhor de quem tem Down. 

Como cuidar da saúde de pessoas com Síndrome de Down?

Pessoas com a síndrome têm uma predisposição a nascerem com ou desenvolver alguns problemas de saúde, segundo especialistas. Nesses casos o ideal é ter um acompanhamento médico contínuo. Isso ajuda a monitorar possíveis problemas de saúde, que nem sempre são parte dessa condição genética.

Esse cuidado colabora tanto para qualidade, quanto para a expectativa de vida de pessoas com Down. Atualmente essa expectativa subiu de 12 para 60 anos. Também devemos entender que quanto mais forem estimulados, maior será a autonomia e consequentemente a qualidade de vida desses indivíduos. 

Nesse sentido, além do cuidado à saúde, a educação e a inclusão social também são fundamentais. Apesar disso, você sabe quais são as principais alterações na saúde que podem atingir pessoas com Down? 

Quais são os problemas de saúde associados à Síndrome de Down?

Você sabia que nem sempre as doenças identificadas nos portadores dessa síndrome são consequências dela? Pois é, algumas alterações na saúde não fazem parte da trissomia do cromossomo 21. 

Assim o acompanhamento da saúde da pessoa com Down permite identificar possíveis problemas de saúde e tratá-los. Dessa forma excluímos a possibilidade de negligência.

Por esse motivo é tão importante entender como a propensão a ter algumas alterações na saúde podem afetar a pessoa com Down. Entenda quais são elas e como podem ser contornadas.

Doenças cardíacas

Pessoas com a síndrome têm 80 vezes mais chances de nascer com alteração cardíaca, chamada de cardiopatia congênita.

Nesse caso, a cirurgia é a solução para evitar problemas futuros, como  arritmia e hipertensão pulmonar.

Alterações na tireoide

Entre 4 a 18% da população com Down tem alguma disfunção na tireoide, como o hipotireoidismo (déficit na produção hormonal). 

Geralmente um processo autoimune do corpo causa esse tipo de problema. Nesse caso o tratamento é feito com o uso de hormônio sintético.

Problemas na visão e na audição

Pessoas com Down geralmente possuem alguns problemas visuais e auditivos. Catarata congênita lente ocular embaçada), estrabismo, hipermetropia e miopia, por exemplo, são mais comuns entre população com a síndrome.

Já com relação a audição, cerca de 75% desses indivíduos sofrem de perda auditiva precoce. 

Nesses casos o uso de óculos, fisioterapia ocular e aparelhos auditivos podem ajudar com essas limitações. 

Problemas sanguíneos

Esses indivíduos possuem mais chances de ter alterações perniciosas no líquido vermelho. Além disso, as chances de desenvolver leucemia é 18 vezes maior em crianças com Down.

Nesses casos, exames que detectam tais problemas são mais solicitados. A intenção é ter um diagnóstico precoce dessas doenças. 

Apneia obstrutiva do sono

A hipotonia, diminuição do tônus muscular, comum em pessoas com Síndrome de Down, influencia também na passagem de ar pelas vias aéreas. 

Por esse motivo os músculos da garganta ficam mais frouxos. Isso propicia a apneia obstrutiva do sono. 

Não é por menos que a incidência de casos como esse em pessoas com Down pode chegar a 80%.

Obesidade

Os casos de obesidade na população com a síndrome são mais altos do que na população geral. Atualmente a taxa está em cerca de 45% maior em portadores homens e 50% em mulheres. 

Isso acontece porque o metabolismo de pessoas com Down é 20% mais lento do que o dos demais. Nesse sentido é importante ter um acompanhamento com um nutricionista e um orientador físico capacitado.

Diabetes

Já nesse caso, portadores da síndrome têm até 4 vezes mais chances de desenvolver diabetes de tipo 1 (mellitus), a versão autoimune da doença.

Nesse caso as próprias defesas do organismo atacam o pâncreas. Por isso ele deixa de produzir insulina e faz com que a pessoa tenha excesso de glicose na corrente sanguínea.

Por esse motivo, a saída é controlar e monitorar a glicemia, usar medicações e ajustar alguns hábitos, como a alimentação. 

Autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

Além desses possíveis problemas de saúde relacionados à Síndrome de Down, existem outras características que podem afetar o sistema neurológico do indivíduo com Down. 

Um estudo mostrou também que o autismo e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são predominantes em portadores dessa síndrome. 

Apesar disso, é importante frisar que o autismo e o TDAH não são considerados doenças. Eles são condições neurológicas, por isso essas pessoas não precisam ser curadas.

Essas são as principais alterações na saúde e condições que podem afetar pessoas com trissomia do cromossomo 21. 

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