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Como detectar a confusão mental em um idoso? Veja aqui!

Por |2020-02-03T11:30:17-03:0018/06/2019|Cuidados com a saúde, Terceira Idade|0 Comentários

A confusão mental em idosos é um problema bastante comum. O declínio na capacidade cognitiva do paciente pode ser repentino ou aparecer aos poucos, de forma crônica e progressiva. Em idosos, ela é geralmente sinal de delirium ou demência, embora também possa estar associada a psicoses, transtornos afetivos, desidratação e outras doenças.

Neste artigo, vamos abordar o que é a confusão mental, quais são as causas mais comuns e a abordagem diagnóstica do problema. Acompanhe!

O que é a confusão mental?

A confusão mental é um sintoma comum a diversos quadros de saúde e está relacionada à incapacidade de pensar com clareza. Frequentemente, há uma sensação de desorientação no tempo e espaço e dificuldade de concentração.

Os sinais mais comuns que podem ser indícios de confusão mental são:

  • esquecer detalhes que fazem parte da rotina ou da história de vida, como datas comemorativas e profissão que exerceu;
  • não reconhecer onde está ou as pessoas próximas;
  • não esboçar qualquer reação ao ser chamado;
  • dizer frases que não tenham relação com o assunto durante uma conversa;
  • mudar o humor de forma repentina, sem motivo aparente.

Quais são as causas da confusão mental em idosos?

A confusão mental é um sintoma comum a diversos quadros de saúde e pode estar associada tanto à desidratação quanto a preexistência de outras doenças, ou até mesmo ser decorrente de hábitos do paciente. As causas mais comuns são:

  • febre alta;
  • infecção (a infecção urinária é muito comum em idosos);
  • traumas na cabeça ou tumor cerebral;
  • desequilíbrio eletrolítico;
  • doenças neurológicas, como demência e Alzheimer;
  • transtornos afetivos (depressão, bipolar);
  • diabetes;
  • hipoglicemia;
  • baixa oxigenação (decorrente de distúrbios pulmonares);
  • consumo excessivo de álcool;
  • uso de determinados medicamentos;
  • desidratação e deficiência de vitaminas.

Como é feito o diagnóstico?

A demência é a síndrome orgânica mais prevalente e uma das principais causas de confusão mental em idosos. Ela é caracterizada por um declínio no funcionamento cognitivo, na medida em que o paciente é incapaz de realizar as atividades habituais da vida diária. O deficit de memória é um componente predominante, e a deterioração intelectual pode ocorrer de meses a anos.

Entretanto, a demência não é a única causa possível para a confusão mental. Por isso é importante que seja realizada uma série de exames para determinar os fatores que desencadearam o quadro.

Geralmente, o diagnóstico pode ser realizado por um clínico, que deverá colher informações sobre o histórico de saúde do paciente, medicamentos de uso contínuo, características e duração dos sintomas.

O médico poderá solicitar exames laboratoriais e fazer ali mesmo os exames físico e mental. O exame físico pode ser especialmente útil para distinguir entre distúrbios neurológicos e psiquiátricos e deve incluir uma avaliação do nível de excitação e orientação do paciente.

Questionários padronizados de status mental, escalas de avaliação diagnóstica e inventários de sintomas também facilitam a análise. Juntamente com a história e o exame físico, instrumentos padronizados são geralmente suficientes para determinar a gravidade do comprometimento cognitivo de um paciente idoso.

E depois do diagnóstico?

Uma vez feito o diagnóstico de depressão, demência, diabetes ou qualquer que seja a causa da confusão mental, os distúrbios subjacentes devem ser tratados. Se o problema é causado por um ou mais medicamentos específicos, o médico poderá simplesmente mudar a medicação. Infecções, depressão, doenças neurológicas e outros fatores determinantes, quando devidamente tratados, melhoram o quadro de confusão mental.

O mais importante é que os sintomas não sejam simplesmente considerados “normais para a idade” e ignorados. O diagnóstico precoce e um bom acompanhamento médico são essenciais para minimizar o quadro clínico e garantir mais qualidade de vida, ao paciente e aos seus familiares.

Neste artigo vimos que a confusão mental em idosos é bastante comum. Embora ela possa estar associada a diversos fatores, os sinais são quase sempre os mesmos: desorientação, dificuldade de concentração e deficit de memória.

O diagnóstico pode ser realizado por um médico clínico e deverá incluir exame laboratorial, físico e mental. Determinada a causa e iniciado o tratamento adequado, espera-se que o paciente recupere a clareza mental, ou que, pelo menos, o quadro estabilize.

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