Início>Cuidados com a saúde>Terceira Idade>Como identificar a confusão mental em idosos em 4 passos

Como identificar a confusão mental em idosos em 4 passos

Por |2020-02-03T11:31:01-03:0031/05/2019|Cuidados com a saúde, Terceira Idade|0 Comentários

A confusão mental em idosos caracteriza-se por dificuldades para raciocinar, estado de agitação, sinais de agressividade e alucinação e costuma ocorrer em pacientes que estão internados em UTI. Trata-se de uma síndrome chamada de delirium.

Mesmo sendo razoavelmente comum, seu conhecimento não é amplo, inclusive por médicos. Os profissionais da saúde carecem de maior preparo para lidar de forma mais satisfatória com essa questão. Um detalhe positivo é que as medidas preventivas não são difíceis de se aplicar.

Mas, o que se sabe até agora sobre esse mal? Leia nosso post e descubra mais sobre os sintomas, as causas e o tratamento do problema.

1. Entenda melhor os sintomas

Basicamente, a questão engloba uma série de alterações nos níveis de consciência. Às vezes, um paciente pode apresentar sinais de agressividade e agitação: esse é o delirium hiperativo. Em outras situações, ele se apresenta quieto: é o caso do delirium hipoativo.

Um dos grandes problemas é que, se a UTI não estiver preparada para lidar com esse problema, o caso pode ser subdiagnosticado, sendo que o hospital nem fica sabendo da confusão mental em idosos. Porém, já há questionários aprovados para serem aplicados todos os dias a fim de detectar mais facilmente os casos.

2. Conheça as causas da confusão mental em idosos

A medicina ainda não descobriu totalmente a causa do aparecimento dos sintomas. Porém, sabe-se que o fato de esses idosos estarem na UTI é um fator de risco considerável para o desenvolvimento do problema devido às situações que normalmente ocorrem nesse ambiente.

Alguns exemplos são episódios de graves infecções, alterações grandes no funcionamento de alguns órgãos e uso exagerado de alguns sedativos. Do mesmo modo que um órgão pode registrar falência, o delirium assemelha-se à falência do cérebro.

3. Saiba como prevenir o problema

Existem medidas simples e não muito caras para a prevenção do surgimento do delirium. Uma delas é a adequada reorientação do paciente, dizendo a ele sempre a hora, a data e onde ele se encontra.

Ter a família mais presente também é algo que pode ajudar. Para os deficientes visuais ou auditivos, é crucial devolver o aparelho auditivo e os óculos assim que for possível. Deve-se evitar algumas medicações que comprovadamente levam a esse estado, pois deixar o paciente amarrado em uma cama poderá agravar as circunstâncias.

A confusão mental em idosos tem prevenção e tratamento multidisciplinares que movem a equipe inteira, envolvendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros membros.

4. Entenda como tratar o delirium

Não existem formas exatas para se tratar o problema. Lidar com essa síndrome envolve o uso de remédios que consigam amenizar agitações psicomotoras e as alucinações. Outra importante atitude tomada é realizar o tratamento do motivo que levou o idoso à UTI.

Ainda não há muito conhecimento sobre esse mal. O pouco que se descobriu a respeito é recente. Uma das razões é que o uso exagerado de sedativos impede que os sintomas sejam suficientemente observados. Somente no início deste século é que foram criadas metodologias específicas para a detecção dos casos de delirium nas UTIs.

Alguns cuidados podem ser tomados para a prevenção e para reduzir os sintomas da confusão mental em idosos. Contudo, esse estado muitas vezes pode não ser algo tão sério. Portanto, é importante sempre contar com a ajuda de profissionais da saúde. Ademais, a tecnologia auxilia no tratamento desses transtornos mentais e no conforto dos pacientes.

Você já teve contato com algum idoso, de sua família ou não, que apresentava esses sinais? Acha que um relato poderia ajudar outras pessoas que estão enfrentando o problema no momento? Comente e compartilhe suas opiniões sobre este artigo, bem como experiências ou dúvidas!

Deixar Um Comentário