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Veja quais são as complicações pós-cirúrgicas mais comuns

Por |2020-02-03T11:30:44-03:0005/04/2019|Cuidados com a saúde, Prevenção|0 Comentários

Quem vai passar por um procedimento cirúrgico normalmente fica preocupado. Afinal, por se tratar de algo invasivo e que coloca a saúde em risco, as pessoas ficam apreensivas e desejam que tudo corra bem. Justamente por isso, é importante tomar cuidado e conhecer quais são as principais complicações pós-cirúrgicas que podem ocorrer.

Ainda que a operação seja simples, é fundamental ter em mente que todo e qualquer procedimento traz riscos — mesmo que a saúde do paciente esteja em dia, e o seu trabalho enquanto futuro médico tenha sido impecável. Tudo dependerá de como o organismo pode reagir e, principalmente, se os cuidados serão mantidos pelo paciente nos dias seguintes.

Pensando nisso, e para ajudar você a contornar esse tipo de problema, listamos neste post os principais imprevistos que podem aparecer, bem como o que deverá ser feito para solucioná-los. Confira!

Hemorragia

Dentre os problemas mais comuns está a chamada hemorragia, ou perda de sangue, que pode surgir em uma ou diferentes partes do corpo, de acordo com o tipo de operação realizada. O sangramento ocorre por motivos diferentes, sendo:

  • uma sutura malfeita;
  • dificuldade de coagulação;
  • pressão alta;
  • falta de repouso no pós-operatório.

Caso a hemorragia seja pequena, esse cenário poderá ser controlado com a aplicação de compressas de gelo e compressão na região afetada.

Por outro lado, se o problema for intenso, a indicação é se dirigir ao consultório médico ou pronto atendimento o mais rápido possível. Lá, o profissional poderá encontrar a melhor maneira de estancar o sangue e permitir que a recuperação seja tranquila.

Febre alta

Febre alta é uma das mais frequentes complicações pós-cirúrgicas. Nesse caso, o indivíduo precisa apresentar temperatura superior a 38°C, logo nos dois primeiros dias após a realização do procedimento.

Embora seja comum, e até esperado pelos médicos, esse problema necessita de observação constante, uma vez que pode vir acompanhado de causas mais graves, como:

  • rejeições a implantes;
  • reações adversas a medicamentos;
  • infecções;
  • síndrome do choque tóxico;
  • tromboflebite superficial;
  • pneumonia.

A febre costuma surgir em até 4 semanas após o procedimento. Nas primeiras 48 horas, a indicação é fazer repouso e administrar os medicamentos receitados pelo médico.

Depois desse período, se a temperatura corporal não diminuir, é recomendado procurar o profissional responsável que, por sua vez, precisará solicitar alguns testes exclusivos para obter o melhor diagnóstico. Os principais exames para esse caso são o hemograma completo, a radiografia, exame de urina com cultura e testes radiológicos, se necessário.

Problemas respiratórios

Os problemas respiratórios no pós-operatório também são comuns, mas bastante graves, como é o caso da pneumonia, embolia pulmonar ou atelectasia. Podemos dizer que sempre existe a possibilidade de evitar essas complicações, ainda mais se o período de recuperação for levado a sério pelo paciente.

A maior parte das pessoas atingidas por problemas respiratórios são aquelas com doenças preexistentes ou predisposição a desenvolver alguma patologia. Isso faz com que, nesses casos, apenas cirurgias necessárias e emergenciais sejam realizadas. Confira abaixo as causas que, em geral, contribuem para essa situação:

  • infecções na região da garganta, nariz ou boca;
  • irritação nas mucosas respiratórias;
  • respiração superficial após a operação;
  • diabetes;
  • asma;
  • paciente fumante;
  • obesidade;
  • idade avançada;
  • tempo de internação prolongado.

Já o tratamento dependerá do tipo de problema respiratório apresentado. Se o indivíduo for diagnosticado com atelectasia, por exemplo, o médico precisará remover o acúmulo de ar ou fluído no pulmão. Esse procedimento é realizado por meio da aspiração, que é feita com o uso de sedação e agulhas especiais.

Existem medidas excelentes para diminuir as chances de complicações pós-cirúrgicas. Pré-oxigenação, ventilação pré-operatória, fisioterapia respiratória, interrupção do tabagismo e a redução do tempo de cirurgia são algumas delas.

Lembre-se: para controlar esse cenário, é importante que você saiba muito bem como lidar com tais situações. Pesquise bastante e conheça as particularidades de cada doença para evitar erros.

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