Quais são as complicações da fibromialgia?

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Dor intensa nos ombros, costas, pernas, braços, sensação constante de frio e rigidez nas articulações, esses são os sintomas encarados pelas pessoas que sofrem de fibromialgia.

A doença é uma síndrome osteomuscular crônica que começa no cérebro e atinge todo o corpo. A parcela feminina da sociedade apresenta o maior número de diagnósticos. Entre 10 pessoas com fibromialgia, 7 são mulheres na faixa etária de 20 ou 50 anos.

Ainda não se sabe porque as pacientes têm uma maior tendência a desenvolver a síndrome. No entanto, o diagnóstico é possível em qualquer idade ou sexo.

Quer entender melhor quais as complicações da fibromialgia? Só continuar a ler o artigo feito para você!

Disfunção cerebral

A fibromialgia é provocada por uma disfunção cerebral. O paciente que tem ou desenvolve a doença porta uma alteração no cérebro.

O órgão, na hora de interpretar o estímulo da dor, acaba intensificando a mensagem para todos os demais membros do corpo.

Uma atividade física mais intensa, até mesmo um acidente, como bater os dedos nos degraus, podem desencadear uma crise no portador da fibromialgia.

Geralmente os pacientes relatam que sentem dores por mais de três meses. Os pontos dolorosos atingem os dois lados do corpo e se intensificam nas regiões próximas da cintura.

Principais pontos de dor da fibromialgia

Essa é uma das complicações da fibromialgia que mais se destaca. Médicos neurologistas esclarecem que a dor intensa e constante é a única e mais grave consequência causada pela doença.

Existem outras doenças que podem provocar o mesmo desconforto da síndrome. No entanto, segundo o médico Nilton Salen, do Hospital Nove de Julho, se o paciente sentir dor em 11 dos pontos listados abaixo, existem grandes chances da pessoa ser portadora da fibromialgia.

pontos de dor da fibromialgia

Os pontos mais comuns de dor dessa síndrome são:

  • Parte da frente do pescoço: 2 pontos (lado direito e esquerdo);
  • Parte de trás do pescoço: 2 pontos (lado direito e esquerdo);
  • Parte superior do peito: 2 pontos (lado direito e esquerdo);
  • Parte superior das costas: 4 pontos (lado direito e esquerdo, parte de trás do corpo);
  • Dobra dos braços: 2 pontos (lado direito e esquerdo);
  • Região lombar: 2 pontos (lado direito e esquerdo);
  • Abaixo das nádegas: 2 pontos (lado direito e esquerdo); e
  • Nos joelhos: 2 pontos (lado direito e esquerdo).

Sintomas indiretos da fibromialgia

Os portadores da fibromialgia não lidam somente com a dor, consequência direta e mais intensa da síndrome. Além do desconforto muscular, os pacientes também encaram sequelas secundárias que dificultam ainda mais o quadro de fibromialgia.

Nem todos os pacientes apresentam esses sintomas indiretos. Em geral, cada um dos portadores lida com em média duas ou três complicações listadas abaixo.

Sintomas secundários que são complicações da fibromialgia:

  1. Alterações do sono;
  2. Enrijecimento muscular, principalmente ao acordar;
  3. Problemas de memória e concentração;
  4. Sensação de formigamento nas mãos e nos pés;
  5. Sensação de pernas inquietas antes de dormir;
  6. Ansiedade e depressão; e
  7. Síndrome do cólon irritável.

Por que a fibromialgia pode causar ansiedade e depressão?

Mais duas complicações da fibromialgia podem ser a ansiedade e a depressão. A dificuldade em descobrir o diagnóstico faz com que muitos pacientes acreditem por anos que a dor seja psicológica.

A fibromialgia não deixa lesões visíveis no portador. Não existe inflamação, sinais de degeneração ou hematomas. Os sintomas da síndrome só podem ser vistos através de exames específicos, como a termografia.

Quando o paciente chega dentro dos consultórios clínicos, reclamando de dores musculares, os médicos não suspeitam de um caso de fibromialgia. Isso porque os estudos sobre a doença ainda são recentes no mundo, têm somente 30 anos.

Além disso, os exames clínicos não identificam nenhuma lesão real que justifique a dor intensa sentida pelo paciente.

Das pessoas com fibromialgia, aproximadamente 20% também sofrem de ansiedade ou depressão, mesmo que essa conexão entre as doenças seja muitas vezes ignorada.

Existem alguns fatores que podem justificar o caso de ansiedade e depressão enfrentada pelos portadores da síndrome. São eles:

  • A baixa perspectiva de melhora para as dores.
  • O incômodo constante que atrapalha a qualidade de vida.
  • A impotência causada pela doença e
  • A incompreensão médica, de amigos e familiares

O que é a síndrome do cólon irritável?

A Síndrome do Cólon Irritável é uma alteração gastrointestinal caracterizada por dor abdominal, prisão de ventre ou diarreia. Em uma situação de fibromialgia, o paciente enfrenta uma rigidez crônica e intensa do músculo abdominal.

Dessa maneira, a região peristáltica, responsável pela eliminação de secreções, se esforça ainda mais para permitir a evacuação do portador.

Essa lentidão, mais o esforço extremo e o desconforto na hora de ir ao banheiro podem ser um caso de Cólon Irritável devido a Fibromialgia, sendo este mais uma das complicações da fibromialgia.

70% dos pacientes com um diagnóstico da fibromialgia têm sintomas da síndrome do intestino irritável, segundo Sociedade Brasileira de Reumatologia

Por que a fibromialgia só pode ser diagnosticada com a termografia?

O portador da síndrome osteo muscular tem uma temperatura corporal diferente, comparado às pessoas que não portam a doença. Os membros superiores e inferiores, e as extremidades do paciente (mãos, pés. orelha e nariz), são mais frios que o centro do corpo.

A termografia, através das ondas de calor, consegue identificar qual é a temperatura corporal do indivíduo. As cores amarelo, azul e verde indicam as regiões mais frias, e as cores laranja e vermelho as mais quentes. 

Se o paciente se queixa da dor, e o exame de temperatura acusar membros frios e troncos aquecidos, existem grandes chances de ser um caso de fibromialgia.

O frio gera uma contração muscular natural do corpo. Como o portador da síndrome tem um distúrbio cerebral que intensifica a mensagem de dor, o enrijecimento muscular que é para ser comum, vira uma crise de fibromialgia.

Diagnóstico

Como as dores causadas pela fibromialgia podem ser confundidas com sintomas de outras doenças, o diagnóstico para essa síndrome é lento ou tardio. O que acaba prolongando o sofrimento do paciente.

Pela doença ter somente 30 anos de estudos, alguns médicos não consideram a possibilidade de ser fibromialgia logo de início.

Para dificultar ainda mais o mapeamento da fibromialgia, ainda não existem exames laboratoriais feitos para reconhecer especialmente a síndrome.

Quando essas análises laboratoriais são pedidas, a intenção é desconsiderar outras doenças. Inclusive a termografia, que é o melhor exame atual para o reconhecimento da fibromialgia.

Todo o diagnóstico é feito por exames clínicos, realizados pelo profissional da saúde. Os pontos de alerta que o médico e o paciente deve estar atentos são:

1- Dores por mais de 3 meses; e

2- Presença de pontos dolorosos na musculatura (Em geral, 11 pontos dentro dos 18 listados no tópico “Pontos de dor da fibromialgia” nesse texto).

É importante ressaltar que pode acontecer do paciente estar com menos de 11 pontos doloridos no corpo. De qualquer forma, o diagnóstico é feito e o tratamento iniciado.

Afinal, existe tratamento para a fibromialgia?

Não existe cura para a fibromialgia, mas alguns remédios ajudam a diminuir a intensidade dos sintomas da doença. Os medicamentos devem ser receitados unicamente por um profissional da saúde. Em geral são: anti-inflamatórios, analgésicos e antidepressivos tricíclicos.

A hidroterapia e a quiropraxia são recomendados como atividades físicas para o tratamento dos portadores, já que ambas as práticas promovem um relaxamento muscular.

As atividades físicas, de baixo impacto e com moderação, são recomendadas para os pacientes com fibromialgia, já que o exercício diminui a carga de estresse e a ansiedade que podem provocar crises.

Uma nova alternativa para o tratamento da fibromialgia é a psicoterapia. A terapia tem como objetivo mudar os hábitos comportamentais do paciente perante aos sintomas da doença, que começam no cérebro.

É importante que o paciente, ao sentir dores procure um médico e persista no diagnóstico.

Se os tratamentos recomendados não aliviarem os incômodos musculares, procure outro profissional de saúde, até perceber melhoras na sua própria qualidade de saúde.

 

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