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Como saber se tenho diabetes? Conheça os sintomas

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com diabetes atualmente no Brasil, o que equivale a 6,9% da população nacional, e esse número vem crescendo. Diante desse cenário, é normal nos sentirmos preocupados com nossa saúde, principalmente quando nos encaixamos nos fatores de risco da doença.

Diante desses números que apresentamos, imagino que você esteja se perguntando: “como saber se tenho diabetes?”. Para ajudar a responder essa dúvida, vamos conhecer melhor os fatores de risco:

  • ter 45 anos ou mais;
  • ter histórico familiar de diabetes;
  • estar acima do peso;
  • não praticar exercícios físicos;
  • ter pressão alta;
  • ter alterações de gordura no sangue;
  • ser mulher que teve diabetes durante a gravidez e tenha sido diagnosticada com Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

Entenda o que é a diabetes

A diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, que é um hormônio que regula a glicose no sangue quebrando as moléculas de açúcar e transformando-as em energia para o nosso organismo. Ela se manifesta com mais frequência em adultos, porém crianças também podem apresentar.

A glicose é medida por miligrama por decilitro (ml/dL) por meio de um monitor de glicemia. Bombas de insulina também são muito usados por diabéticos tipo 1 para substituir as injeções de insulina que são aplicadas diversas vezes por dia. Os dois tipos de aparelho devem ser adquiridos e usados com orientação de um médico, pois a medição deve ser feita em horários, situações e frequência correta.

Quais testes e exames fazer para saber se tenho diabetes?

O diagnóstico só pode ser confirmado a partir de exames que medem a quantidade de glicose no sangue. Os principais tipos de exames são o de glicemia em jejum, o teste de glicemia capilar, o teste de tolerância à glicose (TOTG) e o exame da hemoglobina glicada.

No exame de glicemia em jejum, uma amostra de sangue é coletada com o paciente em jejum de pelo menos 8 horas. Se o resultado for acima do valor de referência, o médico pode solicitar outros exames para avaliar se o paciente tem risco ou já possui a doença.

No teste de glicemia capilar é usado a máquina de medição rápida de glicose, aquela que espeta o dedo e dá o resultado na hora. Geralmente esse teste é feito por quem já tem um diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes e precisa controlar os níveis de glicose diariamente.

No teste de intolerância à glicose (TOTG) ou exame da curva glicêmica são realizadas três medições da glicose: uma em jejum, outra 1 hora após a ingestão da bebida açucarada (dextrosol ou garapa) e a última 2 horas após a primeira medição. Esse teste ajuda no diagnóstico de diabetes, pré-diabetes, resistência à insulina, alterações pancreáticas e da diabetes gestacional.

No exame da hemoglobina glicada ou hemoglobina glicosilada é coletada uma amostra de sangue para obter informações sobre a quantidade de glicose circulante no sangue nos últimos 3 meses. Com esse teste é possível avaliar a melhora ou piora da doença, e quanto maior o valor, maior a sua gravidade e o risco de complicações. 

Valores referenciais para saber se tenho diabetes ou não

1. Glicemia (glicose) em jejum

  • Normal: menor que 99 mg/dL
  • Pré-Diabetes: entre 100 e 125 mg/dL
  • Diabetes: maior que 126 mg/dL

2. Teste de Glicemia Capilar

  • Normal: menor que 200 mg/dL
  • Diabetes: maior que 200 mg/dL

3. Hemoglobina Glicada

  • Normal: menor que 5,7%
  • Diabetes: maior que 6,5%

4. Teste de Tolerância à Glicose (TOTG)

  • Normal: menor que 140 mg/dl
  • Diabetes: maior que 200 mg/dl

Quais são os tipos de diabetes?

  • Diabetes tipo 1

É uma doença crônica em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Esse tipo aparece geralmente em crianças e adolescentes, mas também pode aparecer em adultos. Por isso é indicado que pessoas com parentes próximos que tem ou já teve a doença façam exames regularmente para acompanhar o nível de glicose do sangue.

O controle da diabetes tipo 1, dependendo da gravidade, pode ser por meio de atividade física e planejamento alimentar ou com o uso de insulina e medicamentos.

Sintomas:

  • fome frequente;
  • sede constante;
  • vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • fadiga;
  • mudanças de humor;
  • náusea e vômito.

Ainda não se sabe o que exatamente causa a diabetes tipo 1, mas ela pode ser prevenida seguindo uma rotina e estilo de vida saudáveis.

  • Diabetes tipo 2

É uma doença crônica que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue (glicose). Esse tipo aparece mais em adultos, mas crianças também podem apresentar. Algumas pessoas com diabetes tipo 2 desenvolvem um processo autoimune chamado Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA) e acabam perdendo células beta do pâncreas (aquelas responsáveis pela produção de insulina).

Sintomas:

  • fome frequente;
  • sede constante;
  • formigamento nos pés e nas mãos;
  • vontade de urinar diversas vezes;
  • infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;
  • feridas que demoram para cicatrizar;
  • visão embaçada.

As causas da diabetes tipo 2 podem envolver sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados.

  • Pré-diabetes

Essa condição se caracteriza pelo açúcar no sangue elevado, mas não o suficiente para ser classificado como diabetes do tipo 2. Pessoas com obesidade, hipertensão e alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.

Essa etapa é a única em que a doença ainda pode ser revertida ou retardada. A pré-diabetes não apresenta sintomas, então em caso de suspeita, o recomendado é consultar um médico.

  • Diabetes gestacional

Como o nome mesmo já sugere, a diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue que afetam gestantes. Esse tipo também não costuma apresentar sintomas, por isso o ideal é que a partir da 24ª semana de gravidez, a mulher faça o exame da curva glicêmica e verifique como está a glicose em jejum.

Será que devo fazer alguns desses exames?

Se a pergunta “como saber se tenho diabetes?” já surgiu na sua cabeça, a resposta é: claro que sim, você deve fazer pelo menos um desses exames. O ideal seria que todas as pessoas fizessem pelo menos para prevenir possíveis diagnósticos. Alguns tipos de diabetes, como vimos acima, não apresentam sintomas, então o melhor a se fazer é acrescentar esses testes nos seus exames de rotina.

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