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5 dicas sobre como conversar com um paciente da maneira correta

Por |2019-12-23T11:38:07-03:0026/09/2018|Formação, Profissionais da Saúde|0 Comentários

Os profissionais de saúde devem saber conversar com seus pacientes. Para estreitar o relacionamento e ganhar a confiança deles, um diálogo saudável ajuda muito, pois permite que o paciente se sinta mais à vontade e seja capaz de contar sua história, detalhando seu problema.

A vida pessoal do paciente influi muito no histórico de suas doenças. É importante conhecer detalhes que possam ajudar a fazer um diagnóstico mais preciso e a orientar no melhor tratamento.

Nem sempre isso é uma tarefa fácil, inclusive devido à quantidade de pacientes que precisam ser atendidos. E o profissional de saúde também é um ser humano com problemas e limitações. Ainda assim, é preciso aprender como conversar com um paciente da forma correta.

Veja a seguir 5 dicas que, se você ainda não adotou em suas consultas, está na hora de começar a usar e manter um bom relacionamento com os pacientes!

1. Escute os pacientes

É importante escutar o que o paciente tem a dizer. O médico deve dedicar atenção a ele. Quando o profissional fala mais que o paciente, não pode manter um diálogo sadio e acaba frustrando o outro, que esperava ser ouvido e encontrar uma solução para o problema.

Na verdade, todo médico tem que ter um pouco de psicólogo. Sabendo escutar, ele obterá informações importantes que poderão ajudá-lo a entender melhor o que se passa com o paciente e a tratá-lo da melhor forma.

2. Seja empático

Médicos e dentistas devem saber dar boas e más notícias. É lógico que nem todas as pessoas estão preparadas para ouvir uma má notícia; algumas podem ficar muito tristes e depressivas, enquanto outras podem demonstrar raiva e revolta. Se o profissional der a notícia de forma brusca ou insensível, pode até sofrer algum tipo de agressão ou processo judicial.

Ser empático é um exercício de solidariedade. O médico deve saber se colocar no lugar do paciente e imaginar como reagiria diante de determinada notícia. Conhecer o perfil do paciente ajuda nessa tarefa.

Com o passar do tempo, o médico saberá como agir automaticamente, isso fará parte de seu trabalho e não será algo tão difícil, nem muito penoso.

3. Perceba os sinais do corpo

Outra dica de ouro para saber como conversar com um paciente é perceber os sinais que ele revela usando seu corpo, sem fazer uso da linguagem verbal.

Em um lugar relaxante, a tendência é que a pessoa fique mais calma, seu corpo perca a rigidez, seu olhar fique menos atento.

Atentar para esses sinais e interpretá-los, dar-lhes um significado, ajuda a diagnosticar o paciente ou, pelo menos, entender melhor seu problema sem a necessidade de ficar fazendo tantas perguntas e deixá-lo constrangido.

4. Passe orientações de maneira clara

O médico deve evitar ambiguidades, deve buscar clareza em suas orientações para que o paciente não entenda errado e faça o tratamento de maneira indevida.

É importante deixar bem claro qual a medicação a ser tomada, os horários, a dosagem correta. Muitos termos técnicos podem atrapalhar, o que, em alguns casos, pode gerar consequências graves. Um bom exemplo disso é a resistência a antibióticos, que você pode ver mais nesse link.

Uma boa maneira de certificar-se de que o paciente entendeu é pedindo que ele repita o que foi recomendado.

5. Fale a mesma linguagem do paciente

O profissional de saúde (seja médico, dentista, fisioterapeuta, psicólogo) deve saber falar a mesma linguagem do paciente sem perder sua própria identidade.

Ser prolixo não ajudará em quase nada, a não ser que seu paciente também atue na área de saúde ou tenha um entendimento elevado sobre o assunto.

O médico não pode exigir que o paciente “suba” ao seu nível de conhecimentos — ele é que deve “descer” ao nível do paciente e falar de maneira que o paciente acompanhe o que está sendo dito sem muito esforço.

Saber como conversar com um paciente é fundamental para um bom diagnóstico e para que ele siga corretamente o tratamento indicado. A família também deve se envolver e compartilhar os problemas do paciente, principalmente em casos mais graves. É sempre bom que pessoas idosas, por exemplo, entrem na sala de consulta acompanhadas de um filho ou de outro parente.

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